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Passeio de barco na Baignoire de Joséphine na Martinica: a nossa opinião

Se há uma coisa que toda a gente nos aconselhou a fazer durante a nossa viagem à Martinica, foi ir ver a Baignoire de Joséphine, a “banheira de Josefina”. Trata-se de uma piscina natural em pleno mar, onde se tem pé. Como deve calcular, para lá chegar é preciso ter um amigo com barco ou fazer um passeio organizado, um pouco como para ir ver os golfinhos.
Optámos por um passeio de barco de dia inteiro, que no papel nos parecia super completo. As “Balades de Delphis” propõem dias de catamarã a percorrer os fundos brancos e os ilhéus da zona. Fomos então ver a Baignoire de Joséphine… mas não só! E foi mesmo o dia inteiro que nos encantou!

✤✤✤

Baignoire de Joséphine: o essencial em resumo

🏝️ Informações✨ O que precisa de saber
OndeAo largo do François, na costa atlântica, entre o ilhéu Thierry e o ilhéu Oscar
O que éUm fundo de areia branca em pleno mar, onde se tem pé (cerca de 60 cm a 1,20 m, consoante a maré)
Como lá chegarSó de barco: passeio em grupo, passeio privado ou aluguer de barco
PartidaO porto do François, na grande maioria dos passeios
PreçoCerca de 40 a 55 € por meio dia, 60 a 90 € pelo dia inteiro com almoço (até 120 € de catamarã)
Duração3h30 a 4h no meio dia, 6h30 a 8h no dia inteiro
Quando irDe manhã, durante a semana, para fugir às multidões do fim de semana
O que levarSapatos de água, protetor solar mineral, chapéu, t-shirt anti-UV
A nossa opiniãoA banheira em si é pequena, mas o dia inteiro com os ilhéus vale mesmo a pena

Baignoire de Joséphine: o relato do nosso dia

Encontro às 9h no porto do François, onde estão atracados dois enormes catamarãs, os nossos navios para o dia. Somos uns vinte, mas, com o tamanho do barco, não há problema: ninguém vai ficar como sardinha em lata.

Às 9h30, depois das formalidades, lá partimos em direção à Baignoire de Joséphine e à sua famosa piscina natural, entre o ilhéu Thierry e o ilhéu Oscar. A água que começamos a avistar é sublime, um pontão desenha-se no horizonte… Mudávamo-nos já para aqui!

Ao longe, avistamos a lagoa azul, onde se pode chegar a nado ou de bote. O Alcino e eu saltamos para a água como duas crianças e vamos a nado até lá.

A Baignoire de Joséphine

Segundo o programa, devíamos ver a Baignoire de Joséphine ao fim do dia, mas, para ser sinceros, ainda bem que a vimos primeiro, porque… ficámos bastante desiludidos! Afinal, é muito pequena, por isso não é assim tão impressionante! Sim, a água tem uma cor sublime e estamos com os pés no meio do mar, mas esperávamos uma grande piscina natural, como a que tínhamos visto na República Dominicana…

Ficamos ali um bocado a chapinhar enquanto saboreamos o aperitivo: accras de bacalhau bem quentinhos, acompanhados de um planteur, o ponche de rum local. O momento é muito simpático e descontraído, longe dos clichés que já tinha visto (e que detesto) de turistas de garrafa na boca…

Depois seguimos para o ilhéu Loup-Garou, onde a areia é cor-de-rosa, mas onde é proibido parar. Na época certa, as tartarugas vêm cá pôr os ovos, por isso o ilhéu é muito protegido.

O ilhéu Loup-Garou

Depois, por volta das 11h, chegamos ao ilhéu Chancel, conhecido pela sua reserva protegida de iguanas. Desembarcamos numa ilha de água verde-esmeralda e vegetação luxuriante, e partimos à procura dos famosos bichinhos. É preciso estar mesmo atento, porque não é assim tão fácil vê-los. Lá acabamos por avistar alguns nas árvores, e depois no chão…

A tripulação conta-nos alguns pormenores sobre a vida das iguanas, mas também sobre algumas árvores da ilha. É preciso ter cuidado com o que se toca, porque algumas são perigosas, como a mancenilheira, por exemplo.

O ilhéu Chancel

Como está quase na hora de almoço, voltamos a partir para lançar âncora em águas mais límpidas.

O almoço a bordo

O almoço é servido dentro do barco, à sombra… mas sobretudo ao abrigo da chuva, que decide juntar-se ao nosso dia… No menu, uma deliciosa comida típica da Martinica: de entrada, fricassé de chatrou (polvo) e salada; como prato principal, um court-bouillon de atum de comer e chorar por mais, com arroz e banana-pão… Para terminar, um delicioso ananás com canela e baunilha. Está tudo bom demais!

Durante a digestão, a chuva dá-nos tréguas e aproximamo-nos do ilhéu Madame, para aproveitar a sua vida marinha.

O ilhéu Madame

Tentámos dar a volta ao ilhéu a pé (ao que parece, é possível), mas não conseguimos. Aproveitámos então a transparência da água para fazer snorkeling e encher os olhos!

Fiquei doida ao ver uma estrela-do-mar tão grande, e depois foram dezenas e dezenas de estrelas-do-mar enormes, umas atrás das outras, no meio de alguns peixinhos coloridos e de milhares de pepinos-do-mar… Estávamos tão fascinados com esta vida subaquática que podíamos ter ficado ali horas!

E depois, o som do búzio marca o fim deste dia fantástico… Navegamos de volta ao porto do François e assistimos ao pôr do sol… É nestes momentos que gostaríamos que o tempo parasse…

Baignoire de Joséphine: informações práticas

A nossa opinião e conselhos

  • Fomos com a empresa Delphis, a partir do porto do François. Calhou-nos a tripulação “feminina” (peço desculpa, já não me lembro dos nomes!). Durante o passeio, no ilhéu Chancel, passámos algum tempo junto ao segundo catamarã, cuja tripulação fazia piadas duvidosas, no limite… Não gostámos nada desse contacto!
  • Em 2016 pagámos 80 € pelo dia inteiro, das 9h até cerca das 17h, com um lanche de manhã, outro à tarde e o almoço, com bebidas à discrição.
  • Há material de snorkeling no barco, e até casa de banho!
  • Se costuma enjoar, saiba que a nossa tripulação tinha medicamentos a bordo, por precaução. No entanto, não sabemos se é assim em todos os passeios, por isso previna-se, senão o seu dia pode ficar estragado.

➺ Adorámos este dia a navegar nas Caraíbas e não nos arrependemos de ter escolhido o passeio de dia inteiro em vez do meio dia. É verdade que é um orçamento considerável, sobretudo a dois ou em grupo, mas recomendamos vivamente este passeio. Os ilhéus fazem mesmo parte do património da Martinica, e seria uma pena perder esta saída ao mar.

E se a conheceu há alguns anos, prepare-se para uma surpresa: a Baignoire de Joséphine encolheu muito com o tempo… Se já viu outras piscinas naturais, pode parecer-lhe modesta.

Como chegar à Baignoire de Joséphine?

Não há praia nem pontão a partir da costa… À Baignoire de Joséphine só se chega de barco! Fica ao largo do François, na costa atlântica, e quase todos os passeios partem do porto desta localidade. Tem três opções.

  • O passeio em grupo, a solução mais simples e mais económica. Conte com cerca de 40 a 55 € por pessoa por meio dia e 60 a 90 € pelo dia inteiro com almoço crioulo (até 120 € de catamarã).
  • O passeio privado, ideal em família ou entre amigos: a partir de cerca de 450 € por barco para meio dia, e à volta de 1000 € pelo dia inteiro.
  • O aluguer de barco, com ou sem carta, consoante a potência. Atenção: navegar entre os fundos brancos e os ilhéus exige conhecer bem a zona, por isso peça conselho à empresa de aluguer antes de partir.

Que passeio escolher para a Baignoire de Joséphine?

Da nossa parte, só experimentámos um passeio, o de dia inteiro. Para o ajudar a escolher, eis os passeios mais bem avaliados do momento, consoante o tempo e o orçamento de que dispõe:

Meio dia ou dia inteiro?

O passeio de meio dia (3 a 4 horas) concentra-se na Baignoire de Joséphine e nos fundos brancos do ilhéu Thierry, por vezes com uma paragem no ilhéu Chancel. O dia inteiro (cerca de 7 horas) acrescenta, em geral, o ilhéu Chancel e as suas iguanas, snorkeling no ilhéu Madame e um almoço crioulo a bordo. Se só tiver uma manhã, o meio dia chega para ver a Baignoire; para aproveitar mesmo os ilhéus, mais vale ir o dia inteiro.

Quando ir à Baignoire de Joséphine?

A manhã é a melhor altura: há menos gente e a luz deixa a água ainda mais turquesa. Se puder, evite o fim de semana, sobretudo o domingo, quando muitos martinicanos também saem para o mar. De dezembro a abril, em plena época alta, reserve o seu passeio com alguns dias de antecedência.

💡 Dicas práticas

Consoante a maré, a água chega entre os joelhos e a cintura, normalmente entre 60 cm e 1,20 m. O fundo é de areia, mas ainda há pedaços de coral aqui e ali: uns sapatos de água dão jeito. E como se passa muito tempo com os pés na água em pleno sol, aposte numa t-shirt anti-UV e num protetor solar mineral, mais amigo dos fundos marinhos.

✤✤✤

Então, ficou com vontade de ir à Baignoire de Joséphine e aos ilhéus à volta?

La baignoire de Joséphine

FAQ

As perguntas frequentes estão aqui!
  1. Como chegar à Baignoire de Joséphine?

    Só de barco. A maioria dos passeios parte do porto do François, na costa atlântica da Martinica. Também pode reservar um barco privado com skipper ou alugar um, com ou sem carta.

  2. Quanto custa um passeio à Baignoire de Joséphine?

    Conte com cerca de 40 a 55 € por pessoa por meio dia e 60 a 90 € pelo dia inteiro com almoço, até 120 € de catamarã. Um passeio privado começa por volta dos 450 € por barco.

  3. Meio dia ou dia inteiro: qual escolher?

    O meio dia chega para ver a Baignoire de Joséphine e os fundos brancos. O dia inteiro acrescenta os ilhéus Chancel e Madame, snorkeling e um almoço crioulo: é a opção que recomendamos.

  4. Qual é a profundidade da Baignoire de Joséphine?

    Tem-se pé em todo o lado: a água fica normalmente entre 60 cm e 1,20 m, consoante a maré. Leve sapatos de água, porque ainda há alguns pedaços de coral no fundo.

  5. Qual é a melhor altura para ir?

    De manhã, durante a semana, para aproveitar a água turquesa com menos gente. Ao domingo costuma estar muito movimentado. De dezembro a abril, reserve o passeio com alguns dias de antecedência.

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