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Jardin des Colibris Deshaies: a nossa opinião sobre este ecolodge em Guadalupe

Em março de 2026, durante a nossa road trip de 10 dias por Guadalupe, ficámos três noites no Jardin des Colibris, um ecolodge situado nas alturas de Deshaies, no noroeste de Basse-Terre. Viajávamos com o Lucas e queríamos um alojamento onde se vive verdadeiramente a natureza, em vez de mais um hotel. Missão cumprida, com algumas reservas que preferimos partilhar convosco com toda a franqueza.

Eis a nossa opinião completa: o gîte, a chegada, o pequeno-almoço e, sobretudo, o jardim que faz todo o encanto do lugar.

✤✤✤

Jardin des Colibris: o essencial em resumo

🌺 Resumo✨ O que precisa de saber
OndeNas alturas de Deshaies, na costa oeste de Basse-Terre, a poucos minutos da praia de Grande Anse
Tipo de alojamentoEcolodge: bungalows, casas crioulas, cabanas e villas espalhados por um jardim tropical
A nossa estadia3 noites em março de 2026, em família com o nosso filho
Alojamento testadoGîte de charme de 40 m²: 1 quarto com ar condicionado, sala com sofá-cama, cozinha equipada, terraço virado para o jardim
PreçoCerca de 210 € por noite pelo gîte de charme (tarifa habitual), variável consoante o alojamento e a época. Beneficiámos de um desconto de 10 %; esta opinião continua a ser inteiramente nossa.
Pequeno-almoçoOpcional: kit deixado no gîte, 15 € por adulto e 7,50 € por criança
EquipamentosCozinha equipada, ar condicionado, mosquiteiro, terraço, piscina partilhada, Wi-Fi
EstacionamentoCaminhos estreitos e inclinados: com um carro grande, peça um lugar mais acessível
O que adorámosO jardim, a fauna por todo o lado, a tranquilidade, a localização
O que gostámos menosO estacionamento e as quantidades do pequeno-almoço

Um ecolodge nas alturas de Deshaies

Escolhemos Deshaies para as primeiras noites porque é a melhor base para explorar o norte de Basse-Terre. A vila é mais tranquila do que as estâncias balneares de Grande-Terre, as praias estão entre as mais bonitas do arquipélago e a floresta tropical começa quase ao fundo da rua. No nosso roteiro de 10 dias em Guadalupe, seguimos depois para Trois-Rivières e Sainte-Anne, e voltaríamos a dividir a viagem exatamente da mesma forma.

O Jardin des Colibris fica no bairro de Villers, nas alturas da vila. O domínio tem cerca de quinze alojamentos independentes espalhados pela vegetação: gîtes, casas crioulas de madeira, uma cabana nas árvores e algumas villas, uma delas com piscina privada.

Chegada e estacionamento: o que saber antes de reservar

Mal chegamos, percebemos logo que não vamos ficar num hotel clássico: nada de grande receção, mas sim um jardim tropical frondoso onde os alojamentos se escondem entre as árvores e as flores. O único momento menos zen foi o estacionamento. Os caminhos que dão acesso aos bungalows são estreitos e inclinados, e tivemos de fazer várias manobras para estacionar o carro em frente ao nosso.

Nada de grave, e esquecemos tudo assim que nos instalamos no terraço. Mas se alugar um carro grande ou não estiver à vontade a fazer marcha-atrás numa subida, convém saber. À chegada, uma simpática atenção esperava-nos no gîte: uma garrafa de ponche e um pequeno bilhete de boas-vindas.

💡 Dicas práticas

Se o seu carro alugado for grande, peça com antecedência um lugar de estacionamento de acesso mais fácil. Chegue de dia para reconhecer o caminho. E se tiver alguma dúvida, antes ou durante a estadia, a equipa responde facilmente por WhatsApp. O check-in é a partir das 16h e o check-out até às 10h.

O nosso gîte de charme no Jardin des Colibris

Ficámos num gîte de charme, a opção mais acessível do domínio. Em 40 m², tem um quarto com ar condicionado e cama com mosquiteiro, uma casa de banho, uma sala com sofá-cama (perfeito para o Lucas) e uma cozinha equipada, com loiça incluída, para quem quiser cozinhar. Só a usámos para o pequeno-almoço: à noite, jantámos sempre fora. A decoração é alegre, toda em madeira com toques de amarelo. O ar condicionado faz toda a diferença para dormir bem nos trópicos e, quanto aos mosquitos, só nos cruzámos com dois ou três durante toda a estadia, nada de incómodo.

Não é um alojamento de luxo, e não é isso que fica na memória. O verdadeiro destaque é o terraço, aberto para o jardim. Foi lá que passámos a maior parte do tempo.

Relas, colibris e canto dos pássaros: o jardim é a grande estrela

Logo na primeira noite, o terraço transformou-se num pequeno observatório. Relas minúsculas agarravam-se aos corrimãos e às paredes ou escondiam-se nas folhas. O Lucas passava o tempo à procura delas, e nós também, para ser sinceros. As lagartixas completavam o quadro, surgindo entre dois vasos antes de desaparecerem num instante.

De manhã, não é preciso despertador: são os pássaros que dão o sinal, muito antes de o sol aquecer. E depois há os colibris, que deram nome ao lugar. Vimo-los várias vezes a alimentar-se nas flores do jardim, parados no ar, tão rápidos que mal temos tempo de pegar no telemóvel. Estes momentos duram poucos segundos, mas são eles que contamos quando voltamos para casa.

Claro que esta proximidade com a fauna tem o seu reverso: se os bichinhos o deixam desconfortável, ou se procura um quarto hermético, esta não é a escolha certa. Para nós, era precisamente o que tínhamos vindo procurar.

O pequeno-almoço em kit: o que nos convenceu menos

No Jardin des Colibris, não há buffet: o pequeno-almoço é opcional e vem em forma de kit, deixado no alojamento à chegada, para que cada um coma ao seu ritmo. Em teoria, é uma boa ideia. Na prática, nunca percebemos bem a lógica das quantidades. Uma única caixa de cereais para o Lucas, supostamente para várias manhãs, mas uma montanha de pão que nunca conseguimos acabar! O kit paga-se uma só vez para toda a estadia, sem se perceber bem para quantos pequenos-almoços está pensado.

O kit para adultos custa 15 € pela estadia e inclui café, chá, leite, sumo de fruta, pão, manteiga e compotas. O kit para crianças, a 7,50 €, tem leite, chocolate em pó, cereais, sumo de fruta e puré de fruta. O nosso conselho: verifique o kit logo na primeira noite e preveja alguns extras, sobretudo se viajar com crianças.

Piscina e espaços comuns

O domínio tem uma piscina partilhada, rodeada de vegetação. Ouvimos outros hóspedes a aproveitá-la, mas da nossa parte não arranjámos tempo para dar um mergulho: preferimos passar os dias a percorrer as estradas e as praias de Guadalupe.

O que fazer perto do Jardin des Colibris?

É a outra grande vantagem do lugar: tudo fica a poucos minutos de carro. Grande Anse, a maior praia de Basse-Terre, fica mesmo ali em baixo, e a Petite Anse, mais recatada, fica igualmente perto. As praias de La Perle e de Leroux, mais a norte, são perfeitas para um fim de tarde mais selvagem.

Mesmo ao lado, o Jardim Botânico de Deshaies merece meio dia, de preferência com almoço no local. A vila de Deshaies e a sua pequena baía são ideais para um passeio ao fim do dia. Para uma visão geral da ilha, todas as nossas sugestões de visitas estão reunidas na nossa secção dedicada a Guadalupe.

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A nossa opinião sobre o Jardin des Colibris em Deshaies

O nosso balanço é muito positivo. O cenário é excecional, a fauna faz parte do dia a dia, a tranquilidade é total e a localização permite explorar todo o norte de Basse-Terre sem passar os dias no carro. O estacionamento complicado e o pequeno-almoço mal doseado são os dois pontos que melhoraríamos, mas pesam pouco face à experiência global.

Se procura os serviços de um hotel clássico, com receção e buffet incluídos, este não é o sítio certo. Se gosta de natureza, de lugares com personalidade e da ideia de beber o café a ver passar um colibri, é uma excelente morada para descobrir Deshaies. Voltaríamos sem hesitar numa próxima viagem a Guadalupe.

👉 Ver disponibilidade e preços no Jardin des Colibris

FAQ

As perguntas frequentes estão aqui!
  1. O Jardin des Colibris é adequado para famílias?

    Sim. Ficámos lá com o nosso filho, que adorou observar as relas e as lagartixas. Os gîtes e as villas oferecem mais espaço para famílias. Basta prever um reforço do kit de pequeno-almoço para as crianças.

  2. Quanto custa uma noite no Jardin des Colibris?

    Conte com cerca de 210 € por noite num gîte de charme de 40 m², que acolhe 3 pessoas graças ao sofá-cama. Os preços variam consoante o alojamento e a época, sendo a época alta de meados de dezembro ao final de abril.

  3. O pequeno-almoço está incluído?

    Não, é opcional: um kit é deixado no alojamento à chegada e paga-se uma só vez pela estadia (15 € por adulto, 7,50 € por criança). Achámos as quantidades desequilibradas, com muito pão mas uma única caixa de cereais para o nosso filho, por isso verifique-o logo na primeira noite.

  4. É preciso carro para ficar no Jardin des Colibris?

    Sim, como em qualquer estadia em Guadalupe. O domínio fica nas alturas de Deshaies e os caminhos até aos alojamentos são estreitos e inclinados: se o seu carro alugado for grande, peça um lugar de estacionamento mais acessível.

  5. Há muitos mosquitos no Jardin des Colibris?

    Muito poucos: só vimos dois ou três durante toda a estadia, em março. O nosso gîte tinha ar condicionado e a cama tinha mosquiteiro. Em contrapartida, a fauna está por todo o jardim: colibris, pássaros, relas e lagartixas fazem parte do dia a dia.

  6. Qual é a praia mais próxima do Jardin des Colibris?

    A praia de Grande Anse fica a poucos minutos de carro, tal como a Petite Anse. As praias de La Perle e de Leroux também ficam muito perto.

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