Bacalar é uma pequena cidade da península do Yucatán, no estado de Quintana Roo, no México, a poucas horas de carro de Tulum… Ainda a salvo do turismo de massas, é sobretudo conhecida pela sua lagoa das 7 cores, com mil tons de azul: 4 km de largura, 42 km de comprimento, a dois passos do Belize…
Confesso que «o que fazer em Bacalar» não era, de todo, a pergunta que me fazia antes de lá ir. Parecia-me bonito, mas não uma paragem indispensável… Hesitámos muito em incluí-la no nosso roteiro, mas acabámos por parar… Vou contar-vos como esta «simples paragem» se tornou uma das grandes paixões ❤ da nossa viagem ao México, e tudo o que há para fazer por lá.

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O essencial em resumo
| 📌 Informações práticas | 🌊 Bacalar em resumo |
|---|---|
| Onde | Península do Yucatán, estado de Quintana Roo, México |
| Acesso | Cerca de 2 h de carro de Tulum, 4 h de Cancún |
| Melhor época | De novembro a abril (estação seca) |
| Duração aconselhada | Pelo menos 1 noite no local, idealmente 2 |
| A lagoa | 42 km de comprimento, 4 km de largura, conhecida como a lagoa das 7 cores |
| A não perder | Passeio de barco, cenotes, canal dos Piratas, Los Rápidos |
| Orçamento do barco | 300 a 400 pesos por pessoa num passeio partilhado |
Visitar Bacalar, o «pueblo mágico»
É o que se lê à chegada à cidade… A cidade mágica… Hum, vamos lá ver! Para ser sincera, não me apetecia nada parar aqui. «Lagoas azuis lindíssimas», foi o que eu tinha lido. Pois, está bem, mas coisas bonitas e azuis bonitos, acho que vamos ver bastantes durante este road trip pelo Yucatán, não? O Alcino convence-me rapidamente: «Vai ser uma boa pausa na estrada entre Tulum e Calakmul.» Está bem.
Como se vê, às vezes mudar de ideias, de roteiro, ter a liberdade de parar onde nos apetece… Não trocaria esta forma de viajar por nada. Bastaram poucas horas para me convencer de que tínhamos encontrado um pequeno paraíso…
Já é de noite quando chegamos à cidade, temos dificuldade em encontrar o hotel, o GPS manda-nos por caminhos de terra cheios de buracos… Ainda bem que falamos espanhol e que os mexicanos são muito simpáticos! Um senhor lá nos vai orientando, e 30 minutos depois somos recebidos pelo nosso anfitrião, o Victor. Descontraído, tranquilo, põe-nos logo no espírito de Bacalar: aqui, nada de stress. Temos acesso gratuito a bicicletas, caiaques e redes. Começa bem.
Despertar de madrugada para ver o nascer do sol e, finalmente, descobrir o lugar… E que beleza se oferece a nós! Que calma, que serenidade… Ficamos como que enfeitiçados. Ficamos ali um bocado a aproveitar este espetáculo simples, os dois, sozinhos no mundo… Depois tomamos o pequeno-almoço na esplanada deste sítio magnífico… Podíamos ficar ali horas, não acham?





O que fazer em Bacalar?
Já perceberam: aqui faz-se tudo com calma, passeia-se, aproveita-se o momento… Foi exatamente o que fizemos. Depois de quase uma semana de viagem, soube-nos muito bem esta pausa. Após o nosso momento de descanso na esplanada, seguimos de bicicleta para a cidade, antes de voltar ao hotel para um passeio de barco.
Aqui ficam as nossas 10 coisas a não perder para aproveitar a lagoa das 7 cores, entre o que fizemos no local e o que faríamos sem hesitar com mais um dia…
1. Dar um passeio de barco na lagoa das 7 cores
Por volta do meio-dia, partimos de barco! Vem-se a Bacalar pela lagoa das sete cores, para nadar, fazer snorkeling, mas também para descobrir os seus cenotes tão diferentes… A nossa excursão dura cerca de 2 h: vamos percorrer a lagoa, os cenotes, dar uns mergulhos e experimentar o «banho maia».
É simples: mal começamos a navegar, apetece-nos parar em todo o lado para mergulhar, tão bonita é a água. Percebemos depressa porque lhe chamam a lagoa das sete cores, com todos os tons que vamos vendo. Algumas nuvens juntam-se ao passeio e ainda aparecem mais azuis na água. O nosso capitão faz-nos a visita guiada da lagoa, com muitas explicações sobre as casas que a ladeiam. Depois, aqueles por quem também esperávamos com impaciência: os cenotes. Aqui não são a céu aberto nem «meio cheios», estão completamente submersos, o que dá à água uma cor incrível! Deixamos-vos admirar em imagens…
➺ Pagámos 700 pesos para 2 pessoas, reservando a excursão no nosso hotel (os preços na cidade eram os mesmos). Hoje, contem com cerca de 300 a 400 pesos por pessoa para um passeio partilhado de 2 a 3 h, e 600 a 900 pesos para um passeio de veleiro. Também podem reservar a excursão online com antecedência.










2. Admirar os cenotes da lagoa
Há 4 principais: o cenote Azul, o cenote Cocalitos, o cenote Esmeralda e o cenote Negro. Este último é o mais impressionante, porque desce até 170 metros de profundidade! Este «buraco» dá uma cor intensa à água, que de repente fica muito escura, em contraste com a água cristalina da lagoa: é mesmo um sítio incrível. O cenote Negro também é chamado cenote de la Bruja, que significa bruxa. Imaginamos as histórias a que deu origem… Já o cenote Azul é o único que não está diretamente ligado à lagoa, mas dá para lá ir de bicicleta. O nosso artigo sobre os melhores cenotes do Yucatán está aqui!


3. Passar pelo canal dos Piratas
É uma das paragens clássicas dos passeios de barco: um canal estreito ladeado de mangais, por onde os piratas passavam antigamente para chegar à lagoa vindos do mar… e atacar Bacalar (daí a construção do forte!). A corrente é ligeira, a água de um turquesa quase irreal, e é aqui que se faz o famoso «banho maia». Entrámos no jogo durante o nosso passeio: cobrimo-nos com a lama branca do fundo da lagoa, deixámo-la secar um pouco… e voltámos a mergulhar para nos lavarmos! Se a vossa excursão não passar pelo canal, peçam-no no momento da reserva.
4. Observar os estromatólitos
São eles as verdadeiras estrelas da lagoa… Estas formações, que parecem simples rochas debaixo de água, são na verdade construídas por microrganismos, entre as formas de vida mais antigas da Terra. Veem-se sobretudo perto de Los Rápidos e ao longo de algumas margens. São muito frágeis: olha-se, mas não se toca, e nunca se pisam.
5. Ver o nascer do sol sobre a lagoa
Já vos contámos lá em cima: acordar de madrugada para ver o nascer do sol continua a ser uma das nossas mais belas recordações do México… Instalem-se num pontão, de café na mão, e vejam a lagoa passar por todas as suas cores. O nosso único arrependimento? Não termos ficado mais uma noite para ver também o pôr do sol!
6. Andar de caiaque ou de paddle
O nosso hotel emprestava caiaques gratuitamente, e muitos alojamentos à beira da água fazem o mesmo. Caso contrário, contem com cerca de 150 a 200 pesos por hora de aluguer. O melhor momento? De manhã cedo, quando a lagoa está lisa como um espelho e os barcos ainda não saíram.
7. Dar a volta a Bacalar de bicicleta
Há bicicletas por todo o lado! Pequena excentricidade: não têm travões! É preciso pedalar para trás… Hum, está bem! São 9 h quando saímos a passear, sem pressa, ao longo da lagoa. A animação de Bacalar concentra-se no pequeno centro: uma praça muito gira, uma escola, alguns restaurantes, algumas heladerías, o forte, e um milhão de pessoas a vender passeios de barco na lagoa, ah ah!


8. Ver o forte de San Felipe
Não o visitámos porque o preço nos pareceu um pouco exagerado para o que era, e já tínhamos tido um cheirinho do exterior. Este forte foi construído para proteger Bacalar dos piratas que vinham do mar pelos canais até à lagoa. Alberga um museu que conta a história da cidade. Hoje, contem com cerca de 110 pesos de entrada (o forte fecha à segunda-feira).

9. Deixar-se levar pela corrente em Los Rápidos
A cerca de 8 km a sul de Bacalar, em direção a Chetumal, a lagoa estreita-se num canal onde a corrente nos leva sozinha… Deixa-se ir com a corrente, observam-se os estromatólitos e acaba-se no restaurante com os pés na água. A entrada é paga (cerca de 150 pesos em 2026) e é possível alugar caiaques.
10. Relaxar em Cocalitos ou num balneário
Para um dia de descanso, rumo ao cenote Cocalitos, com os seus baloiços e redes dentro de água turquesa (uma leitora recomendou-nos muito este sítio!). A entrada ronda os 50 pesos. Outra opção: o balneário municipal, à beira da lagoa perto do centro, para dar uns mergulhos sem gastar muito.
Visitar Bacalar: informações práticas
Como chegar a Bacalar?
Viajámos com o nosso carro alugado, mas há autocarros entre Tulum e Bacalar (o site deles: autocarros ADO). Demorámos umas boas 2 horas a chegar a Bacalar, saindo de Tulum por volta das 17h30.
Depois seguimos para Conhuas para dormir, antes de explorar Calakmul na manhã seguinte, mas isso é outra história…
Quantos dias ficar em Bacalar?
Para visitar Bacalar, o ideal é reservar pelo menos um dia, mas 2 dias permitem aproveitar a fundo a lagoa das sete cores e descobrir os principais sítios à volta da cidade. O carro alugado continua a ser a forma mais prática de explorar os arredores, embora Bacalar seja acessível de autocarro a partir dos principais destinos de Quintana Roo. Olhando para trás, aconselhamos pelo menos uma noite no local: é de manhã e ao fim do dia que a lagoa está mais bonita.
Onde ficar em Bacalar?
Como reservávamos os hotéis quase de um dia para o outro, estava tudo caríssimo em Bacalar! Tínhamos de escolher entre um hotel afastado ou um sem acesso à lagoa… Foi assim que fomos parar ao Casa Ichakabal Bacalar. Um pouco longe do centro, portanto, e um quarto um pouco «básico» que precisava de uns retoques. Em contrapartida: pequeno-almoço incluído, bicicletas e caiaques emprestados gratuitamente, estacionamento fechado e um pontão sublime com redes sobre a lagoa…



Onde comer em Bacalar?
Na primeira noite jantámos numa taqueria que encontrámos por acaso; tinha acabado de abrir, acho que nem sequer tinha o nome afixado!
No dia seguinte almoçámos no La Playita: pratos deliciosos e um cenário magnífico. O slogan deles? «Come, bebe, nada»… e aqui nem é preciso traduzir! Aliás, muitos restaurantes na lagoa têm pontões, baloiços e redes para descansar depois da refeição, é mesmo agradável!
Umas mexicanas do nosso hotel, que costumam vir a Bacalar, também nos aconselharam o El Socio, o El Pejelagarto e o El Manatí para descobrir a comida mexicana.





💡 Dicas práticas
🧴 Protetor solar: apenas biodegradável, e nunca mesmo antes de ir à água (o mesmo para o repelente). A lagoa é um ecossistema protegido.
🪨 Estromatólitos: não se tocam e nunca se pisam.
💵 Orçamento das atividades (2026): passeio de barco partilhado 300 a 400 pesos por pessoa, veleiro 600 a 900 pesos, forte de San Felipe cerca de 110 pesos, Los Rápidos cerca de 150 pesos, Cocalitos cerca de 50 pesos.
💳 Levem pesos em dinheiro: muitos pequenos operadores e balneários não aceitam cartão.
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Há mesmo algo de mágico em Bacalar. Será a beleza do lugar? A serenidade das pessoas? A mistura das duas? O que sabemos é que não nos arrependemos nada de ter vindo, e que foi provavelmente uma das paragens mais bonitas da nossa viagem! Se voltássemos, ficaríamos até mais um dia, para descansar a sério e aproveitar este lugar tão encantador…
FAQ: visitar Bacalar
As perguntas frequentes estão aqui!
Quando visitar Bacalar?
A melhor época vai de novembro a abril, durante a estação seca, com céu limpo que realça os tons de azul da lagoa. A estação das chuvas (junho a outubro) continua a ser viável, mas o céu mais nublado atenua as cores da água.
Quantos dias ficar em Bacalar?
Um dia chega para descobrir o essencial (passeio de bicicleta, passeio de barco, cenotes), mas uma noite no local permite aproveitar o nascer e o pôr do sol sobre a lagoa, dois dos momentos mais bonitos do lugar.
Como ir de Tulum ou Cancún para Bacalar?
De carro alugado, contem com cerca de 2 h a partir de Tulum. Sem carro, os autocarros ADO ligam Tulum a Bacalar diretamente. A partir de Cancún, a viagem é mais longa (cerca de 4 a 5 h).
Bacalar é um destino seguro?
Sim, Bacalar é uma vila ainda preservada do turismo de massas, conhecida pelo ambiente calmo e descontraído. Como em todo o México, mantêm-se as precauções habituais, mas não há nada de específico a assinalar neste destino, mesmo viajando com crianças pequenas.
Quanto custa o passeio de barco na lagoa?
Hoje, contem com cerca de 300 a 400 pesos por pessoa para um passeio partilhado de 2 a 3 h (lagoa, cenotes, canal dos Piratas), e 600 a 900 pesos para um passeio de veleiro. Na altura, pagámos 700 pesos para 2, reservando no nosso hotel.
Que cenotes ver em Bacalar?
Os 4 principais são o cenote Azul, o cenote Cocalitos, o cenote Esmeralda e o cenote Negro (também chamado cenote de la Bruja), que desce até 170 m de profundidade. O cenote Azul é o único acessível de bicicleta, independente da lagoa.
Vale a pena visitar o forte de San Felipe?
É opcional: o preço da entrada parece um pouco elevado para a dimensão do sítio, e o exterior do forte, que antigamente protegia a cidade dos piratas, pode ser visto gratuitamente num passeio pela cidade.
Porque é que a lagoa de Bacalar se chama lagoa das 7 cores?
Por causa dos muitos tons de azul e turquesa da água, que mudam consoante a profundidade, o fundo de areia branca e os cenotes submersos. Com bom tempo, distinguem-se bem as faixas de cor a partir do barco.
Pode-se nadar na lagoa de Bacalar?
Sim, a partir dos pontões dos hotéis e restaurantes, nos balneários ou nas paragens dos passeios de barco. Usem protetor solar biodegradável e não pisem os estromatólitos, que são muito frágeis.

