Se nos seguem nas redes sociais, já devem ter espreitado a nossa fantástica viagem à Martinica. O que vos podemos já dizer é que soube a pouco: ninguém se aborrece nesta ilha! 8 dias não chegam! Neste primeiro artigo, contamos-vos o que fazer na Martinica, as nossas impressões, o nosso roteiro e alguns conselhos para uma viagem perfeita… Mais tarde, contaremos alguns dos nossos dias e atividades com mais pormenor, todas as praias bonitas da Martinica que conseguimos ver e, claro, preparámos um artigo sobre a gastronomia da Martinica!

O que fazer na Martinica: o essencial em resumo
| 🌴 A vossa viagem | ✨ Os nossos conselhos |
|---|---|
| 📅 Duração ideal | 8 dias para o essencial, 10 a 15 dias para ver o norte e o sul sem pressas |
| ☀️ Melhor época | A estação seca (o «carême»), mais ou menos de dezembro a maio |
| 🚗 Como se deslocar | Alugar carro é indispensável, os autocarros são pouco frequentes |
| 🏝️ Imperdíveis | Anses d’Arlet, Grande Anse des Salines, Jardim de Balata, Route de la Trace, banheira de Josefina |
| 🏨 Onde ficar | Um alojamento no norte e outro no sul para evitar muita estrada |
| 🍽️ O que provar | Frango «boucané», accras, colombo e rum agrícola |
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Viagem à Martinica: as nossas impressões
➺ Está calor e abafado! Mas menos do que em Punta Cana! (quase na mesma altura do ano)
➺ A meteorologia não é nada fiável… Segundo a internet, ia chover a semana inteira da nossa estadia…
➺ As pessoas são muito simpáticas e calorosas, mesmo que nos primeiros dias tenham olhado um bocadinho de lado para nós…
➺ Anoitece cedo… Muito cedo… por isso acordamos cedo… Muito cedo! 😀
➺ Os mosquitos podiam chamar-se «mosquitos fantasma»… Não os vemos, não os ouvimos, mas as picadas lá estão!
➺ A ilha está cheia de atividades, recantos escondidos para descobrir e especialidades para provar…
➺ Há imensos passarinhos (piscos, colibris e outros) que vêm ao nosso terraço de manhã.

Roteiro de 8 dias na Martinica
Conseguimos fazer bastantes coisas durante esta pequena semana. Fomos alternando visitas, passeios e preguiça na praia. Para terem uma ideia do que é possível fazer em 8 dias na Martinica, e também porque não vamos contar todos os dias ao pormenor, partilhamos aqui o nosso planeamento. Foi feito dia a dia: como já dissemos, era impossível fazer planos com esta meteorologia…
Quinta-feira, dia 1 – Chegada a Fort-de-France às 17h e instalação em casa da família do nosso amigo.
Sexta-feira, dia 2 – Está um dia lindo! Aproveitamos para descobrir algumas praias em Anses d’Arlet: Grande Anse, Anse d’Arlet (onde fica a vila), a praia do Diamant… Provamos também o nosso primeiro frango «boucané» (fumado)… Que delícia!
Sábado, dia 3 – Dia de chuva, por isso lançamo-nos à visita de vários locais em Trois-Îlets: a aldeia da olaria (Village de la Poterie), a Savane des Esclaves, o museu do café e do cacau, La Pagerie, a Maison de la Canne… Descobrimos que o museu do café e do cacau já não existe e que a Maison de la Canne estava reservada para um evento… Que azar! Depois, a caminho da Savane des Esclaves… temos um problema com o carro. 3 horas depois chega o reboque, felizmente com um carro novo. Seguimos diretos para a Savane des Esclaves.
Domingo, dia 4 – Partimos para um dia no «norte da Martinica»: passagem por Fort-de-France, visita ao Jardim de Balata, percurso pela Route de la Trace, paragem no Saut du Gendarme, vista sobre o Monte Pelée, banho falhado em Anse Couleuvre e regresso pela costa, com almoço em Saint-Pierre e banho na praia do Carbet.
Segunda-feira, dia 5 – Dia mais tranquilo depois da maratona da véspera. Longa manhã de praia na Grande Anse des Salines, considerada a mais bonita da Martinica. Ao fim do dia, visitamos a destilaria de rum Clément.
Terça-feira, dia 6 – Dia de excursão para ver a Baignoire de Joséphine (a banheira de Josefina) e os ilhéus à volta.
Quarta-feira, dia 7 – Dia de excursão para ver golfinhos!! Almoço e banho em Anse Dufour. Ao fim do dia, compras no supermercado Carrefour… E, surpreendentemente, diverti-me imenso! Tive um prazer enorme em observar e fotografar os produtos que nunca vemos em França continental!
Quinta-feira, dia 8 – Último mergulho em Anse Figuier antes de fazer as malas e seguir para o aeroporto…

Quantos dias para visitar a Martinica?
Com 8 dias vimos o essencial… mas um bocadinho a correr! Com o distanciamento (e os comentários dos nossos leitores), eis como organizaríamos a viagem consoante a duração.
➺ Uma semana na Martinica: concentrem-se no sul (Anses d’Arlet, Diamant, Trois-Îlets, Salines) e guardem um dia inteiro para o norte da Martinica, como nós fizemos. É possível, mas vão ter de fazer escolhas!
➺ 10 dias na Martinica: para nós, é a duração ideal. Aconselhamos dividir a estadia em dois alojamentos: cerca de 3 noites no norte (perto de Le Carbet ou de Saint-Pierre) e o resto no sul (Sainte-Luce, Sainte-Anne…). Terão tempo para acrescentar a península da Caravelle e um dia completo em Saint-Pierre.
➺ 15 dias na Martinica: é a viagem que sonhamos repetir! Dá para acrescentar a caminhada ao Monte Pelée, o Domaine d’Émeraude, o Cap 110, a Savane des Pétrifications… e sobretudo mais tempo de praia, sem olhar para o relógio.
O que ver e o que fazer na Martinica?
Anses d’Arlet
Passeio em Anses d’Arlet e banho na Grande Anse (normalmente é possível ver tartarugas, mas só bem cedo de manhã!)… O snorkeling vale mesmo a pena! Não percam a igreja nem o mercado local, para comprar fruta, especiarias ou recordações… Ou simplesmente beber um coco fresco!



O Rochedo do Diamant
É um rochedo famoso, do qual nos podemos aproximar numa excursão de barco. Nós contentámo-nos em observá-lo de longe e aproveitámos a praia do Diamant, mesmo em frente.


A aldeia da olaria (Village de la Poterie)
Numa horinha dá para dar uma volta pela aldeia da olaria, onde se pode assistir a várias demonstrações e comprar artesanato local. É bastante giro! Ficamos a perceber a importância da olaria na cultura da Martinica.



A Savane des Esclaves
Situado em Trois-Îlets, este local é fantástico! Reconstitui as aldeias de antigamente, com as várias cabanas onde viviam os escravos, mas sobretudo a visita é muito instrutiva: aprendemos mais sobre os «Neg Marrons» (escravos fugitivos), o seu modo de vida e as virtudes de muitas plantas medicinais. A nossa guia era muito apaixonada e conhecia o tema a fundo. O objetivo do local é preservar e dar a conhecer o património da ilha. Missão cumprida!




Fort-de-France
Era impossível não passar pela capital da ilha… Mas escolhemos mal o dia! Como era domingo, a Catedral de São Luís de Fort-de-France estava em plena missa (além de estar em obras) e o mercado estava fechado!! Não! Não percam a Biblioteca Schœlcher, um edifício magnífico para ver por fora, mas não façam como nós: venham num dia de semana!

O Jardim de Balata
O famoso jardim botânico com plantas exóticas do mundo inteiro. As passarelas serpenteiam entre árvores, vegetação densa e paisagens de cortar a respiração. Atenção onde param: cruzámo-nos com uma enorme tarântula!


A Route de la Trace
Com 29 quilómetros, a Route de la Trace é, por si só, um passeio imperdível no norte da ilha. As paisagens são incríveis e há tesouros escondidos ao longo de todo o caminho. Entre cascatas, igrejas e rios, é aqui que fica o Jardim de Balata, bem como o Domaine d’Émeraude (que não visitámos). Contamos-vos este dia todo no nosso artigo sobre o norte da Martinica.



As praias e enseadas
Escrevemos um artigo dedicado às praias da Martinica para vos falar delas com mais calma. Aproveitem para descobrir praias de areia preta, como Anse Couleuvre, e não percam as mais bonitas: a praia das Salines! Entre as que descobrimos (lista não exaustiva):
- Anse Couleuvre
- Anse Dufour
- Anse Figuier
- Grande Anse d’Arlet
- Praia das Salines
- Le Carbet ….






Visitar uma destilaria de rum
Imperdível numa viagem à Martinica: visitar uma destilaria de rum. Escolhemos a Habitation Clément. Não nos encantou por aí além: o local é magnífico, muito bem cuidado, etc. Mas, para nós, faltava um guia a sério, em vez de um audioguia, para dar um pouco mais de «vida» à visita. O que mais gostámos foi a prova no fim da visita… Sem limite de consumo… 🙂




A banheira de Josefina (Baignoire de Joséphine)
Segundo os guias, é obrigatório fazer uma excursão à banheira de Josefina para descobrir os fundos de areia branca e as piscinas naturais. Reservámos então um dia muito completo, com passagem por vários ilhéus (o ilhéu das iguanas, o Îlet Madame, etc.), de que gostámos muito! O nosso artigo sobre o dia na Baignoire de Joséphine.



Ver golfinhos em liberdade
Quando vi que era possível ver golfinhos na Martinica… pus logo na minha lista de coisas a fazer… Lá fomos à procura deles durante quase 2 horas… Fizeram-se mesmo desejar, mas continua a ser uma recordação fantástica!

Outras ideias de visitas na Martinica
- A península da Caravelle
- Caminhadas no Monte Pelée
- Cap 110: memorial aos escravos
- Savane des Pétrifications
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O que fazer na Martinica: o cantinho prático
Onde ficar?
Ficámos alojados em casa da avó do nosso amigo. Mas, pelo que ouvimos e vimos durante as nossas pesquisas, os estúdios e apartamentos para arrendar são bastante baratos. Reservamos quase sempre as nossas estadias pelo Booking, deem uma vista de olhos.
Onde comer?
Há pequenos restaurantes por todo o lado, nas praias ou em tasquinhas à beira da estrada… Sempre que comemos fora encontrámos rapidamente qualquer coisa, normalmente muito boa! Quanto a preços, contem com cerca de 10 € por prato. Um pouco mais para o peixe.
➺ O nosso artigo sobre a gastronomia da Martinica está aqui 😉

Aluguer de carro
É indispensável para a vossa viagem à Martinica. Os transportes públicos não são muito desenvolvidos, a frequência é limitada e algumas zonas não são de todo servidas por autocarro.
Tenham muito cuidado na estrada e evitem conduzir à noite: as estradas nem sempre estão iluminadas, às vezes estão danificadas pela chuva ou pelo vento, e nem sempre há sinalização a avisar! (Por exemplo, se o deslizamento de terras for recente.)
Verifiquem o carro alugado ainda melhor do que o habitual quando o forem buscar. Até a parte de baixo! Ao passar uma lomba, uma peça de plástico partiu-se e soltou-se do carro. Sem saber o que era, tivemos de esperar que um reboque viesse buscar o carro (e, felizmente, nos trouxesse outro!)… Tínhamos um seguro contra todos os riscos, mas a fatura a adiantar no aeroporto saiu bem salgada…
💡 Dicas práticas
🌦️ Meteorologia: a estação seca vai mais ou menos de dezembro a maio; de junho a novembro é a época das chuvas e dos ciclones
🦟 Mosquitos: não os vemos, mas picam… levem um bom repelente
🌊 Sargaços: algumas praias da costa atlântica podem ser afetadas por estas algas, informem-se antes de ir
🌅 Horários: anoitece por volta das 18h durante todo o ano, comecem os dias cedo

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Ficámos mesmo encantados e surpreendidos com a ilha: não imaginávamos que houvesse tantas coisas para descobrir em 8 dias na Martinica! Só falta planear uma segunda viagem, desta vez de 15 dias! Entretanto, encontram todos os nossos guias na nossa página dedicada à Martinica.
Já conhecem a Martinica? Contem-nos as vossas experiências!
FAQ: o que fazer na Martinica
As perguntas frequentes estão aqui!
Quantos dias são precisos para visitar a Martinica?
Contem com pelo menos uma semana para ver os imperdíveis. Nós fizemos 8 dias e soube a pouco: com 10 a 15 dias dá para descobrir o norte e o sul sem pressas.
O que fazer na Martinica numa semana?
Alternem as praias do sul (Anses d’Arlet, Grande Anse des Salines), as visitas em Trois-Îlets, um dia no norte (Jardim de Balata, Route de la Trace, Saint-Pierre) e uma excursão de barco à banheira de Josefina.
Qual é a melhor época para ir à Martinica?
A estação seca, mais ou menos de dezembro a maio, é a mais agradável. De junho a novembro chove com mais frequência e é a época dos ciclones.
É preciso alugar carro na Martinica?
Sim, é indispensável: os transportes públicos são pouco frequentes e não chegam a todos os locais. Evitem conduzir à noite, as estradas às vezes são mal iluminadas.
Onde ficar na Martinica: no norte ou no sul?
O sul concentra as praias mais bonitas e o norte a natureza e as caminhadas. Para 10 dias ou mais, o ideal é dividir a estadia: 3 noites no norte e o resto no sul.
Qual é a praia mais bonita da Martinica?
A Grande Anse des Salines, em Sainte-Anne, é muitas vezes considerada a mais bonita da ilha. Também adorámos Anses d’Arlet para fazer snorkeling.
