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Guadalupe em 10 dias: o nosso roteiro dia a dia nas Caraíbas

A Guadalupe é daqueles destinos que têm tudo: praias de areia branca, selva luxuriante, cascatas, vulcão, especialidades gastronómicas… e aquela doçura de viver típica das Caraíbas que tanto adoramos.

No entanto, para ser totalmente honesta convosco, não era um destino que estivesse no topo da minha bucket list. E afinal… que bela surpresa!

Se procuram um roteiro em Guadalupe, estão no sítio certo. Passámos 10 dias em Guadalupe a explorar o arquipélago em road trip, alternando entre Basse-Terre, selvagem e montanhosa, e Grande-Terre, mais turística e com praias paradisíacas.

Depois da nossa viagem à Martinica há alguns anos, estávamos com muita vontade de descobrir outra ilha das Antilhas Francesas… e a Guadalupe conquistou-nos completamente pela diversidade das paisagens e pelo seu lado mais selvagem.

👉 Este roteiro de 10 dias em Guadalupe parece-nos o equilíbrio perfeito entre descoberta, natureza e descanso. Vamos? 🌴

✤✤✤

O essencial da viagem em resumo

📌 Infos pratiques🌴 Notre road trip en Guadeloupe
Durée10 jours, 9 nuits
PériodeMars 2026, en pleine saison sèche… mais avec quelques averses !
ParcoursBasse-Terre et les Saintes d’abord, puis Grande-Terre pour finir sur les plages
Où dormirDeshaies (3 nuits), Trois-Rivières (2 nuits), Sainte-Anne (4 nuits)
TransportVoiture indispensable, les transports en commun sont très limités
IncontournablesPlage de Grande Anse, les Saintes, la Soufrière, la pointe des Châteaux, le Grand Cul-de-Sac Marin
Prix repèresFerry pour les Saintes : 23 € A/R par adulte, 16 € par enfant
Domaine de Vanibel : 12 € par adulte, 7 € par enfant
Excursion au Grand Cul-de-Sac Marin : 45 € par adulte, 20 € par enfant
À réserverLes excursions en bateau, plusieurs semaines à l’avance, et plutôt en début de séjour au cas où la météo les annulerait
À goûterAccras de morue, bokit, colombo, kassav, sorbet coco et tourments d’amour

A Guadalupe em poucas palavras

A Guadalupe, conhecida como a ilha borboleta, é um arquipélago francês situado entre o mar das Caraíbas e o oceano Atlântico. Aliás, deveríamos dizer as ilhas de Guadalupe, porque o arquipélago é composto por várias ilhas principais:

  • Basse-Terre: vulcânica e verdejante, ideal para caminhadas, com o vulcão La Soufrière, as cascatas e a floresta tropical
  • Grande-Terre: mais plana, famosa pelas praias e lagoas
  • Marie-Galante, La Désirade e Les Saintes.

Há também ilhéus mais discretos, como Petite-Terre ou os do Grand Cul-de-Sac Marin.

Resumo dos nossos 10 dias em Guadalupe

Partimos numa quinta-feira e regressámos no sábado da semana seguinte, com um voo noturno. Aqui fica o resumo do nosso roteiro em Guadalupe!

Dia 1: chegada a Pointe-à-Pitre
Dia 2: praia de Malendure e estrada da Traversée
Dia 3: Pointe-à-Pitre, jardim botânico e praias perto de Deshaies
Dia 4: Les Saintes
Dia 5: vulcão La Soufrière e Vanibel
Dia 6: cascatas do Carbet, destilaria Bologne e kassaverie
Dia 7: norte selvagem de Grande-Terre
Dia 8: Pointe des Châteaux e praias de Saint-François e Sainte-Anne
Dia 9: Grand Cul-de-Sac Marin e praias de Sainte-Anne
Dia 10: últimas praias, Datcha e regresso ao aeroporto.

Roteiro de 10 dias em Guadalupe: o nosso itinerário dia a dia

Preferimos começar por Basse-Terre e terminar em Grande-Terre e nas suas praias. Cabe a vocês decidir se preferem o dolce far niente no início ou no fim das férias, eh eh!

Dia 1: chegada a Pointe-à-Pitre e pôr do sol em Grande Anse

Depois de um longo voo, levantamos o carro e seguimos diretamente para Deshaies. Subestimei um pouco o tempo que íamos demorar a sair de Pointe-à-Pitre, e quase perdemos o pôr do sol!

👉 Contem com cerca de 45 minutos a 1 hora de estrada.

Nem tempo para deixar as malas no alojamento: vamos diretamente para a praia de Grande Anse. Imensa, ladeada de coqueiros… claramente uma das praias mais bonitas da ilha. O pôr do sol aqui é mágico e dá o tom à viagem.

➺ Dormimos 3 noites no Jardin des Colibris, em Deshaies, um sítio maravilhoso de que vos voltarei a falar!

Dia 2: praia de Malendure e estrada da Traversée

A vantagem da diferença horária é que acordamos cedo. Muito cedo… Resultado: às 7h30 já estamos na praia de Malendure… ah ah! É O sítio para ver tartarugas a fazer snorkeling. Infelizmente, não vimos nenhuma nesse dia… Talvez por causa da chuva dos dias anteriores… Aliás, infelizmente não vimos nenhuma tartaruga durante toda a estadia, uma grande desilusão para mim :-(.

Almoçamos na praia e depois atravessamos a ilha pela estrada da Traversée. Ambiente de selva garantido. Paramos na Cascade aux Écrevisses, muito acessível, e depois na Maison de la Forêt. Perfeito para uma primeira imersão na natureza de Guadalupe.

Terminamos o dia novamente na praia de Grande Anse, antes de jantar em Deshaies!

➺ Noite em Deshaies, no Jardin des Colibris.

Dia 3: Pointe-à-Pitre, jardim botânico de Deshaies e praias

Esta manhã ainda chuvisca, por isso mudamos os planos e vamos visitar Pointe-à-Pitre. Não é o ponto alto da viagem, mas achamos importante conhecer a principal cidade da ilha e tirar as nossas próprias conclusões!

À tarde, regresso à natureza com a Anse Tillet, mais selvagem e menos frequentada do que as outras praias, e visita ao jardim botânico de Deshaies. (Segui o conselho da minha amiga Aurélie, que prefere este ao de Valombreuse.)

E, mais uma vez, fim de dia em Grande Anse para mais um pôr do sol incrível!

➺ Noite em Deshaies, no Jardin des Colibris.

Dia 4: um dia em Les Saintes

Spoiler: uma das etapas preferidas da viagem ❤️. Mais uma vez acordamos muito cedo, deixamos o nosso lindo alojamento e seguimos para Trois-Rivières! Apanhamos o barco para Terre-de-Haut, com o seguinte programa:

  • passeio pela vila
  • praias
  • Forte Napoleão (Fort Napoléon)

A baía está classificada entre as mais bonitas do mundo, e percebe-se porquê! Escrevi um artigo dedicado ao nosso dia em Les Saintes! É possível dormir na ilha, e deve ser mesmo agradável! Mas, para seguir o nosso roteiro, regressamos num dos últimos ferries!

👉 O ferry parte de Trois-Rivières. Contem com 23 € ida e volta por adulto e 16 € por criança (dos 4 aos 13 anos), preços de março de 2026. Lá, alugámos um carrinho de golfe para o dia (70 €): é a forma mais prática de dar a volta a Terre-de-Haut com uma criança!

➺ Noite no An Eol Caraibes, em Trois-Rivières.

Dia 5: subida ao vulcão La Soufrière e domaine de Vanibel

Esta manhã chove a potes, mas o senhor meu marido tem encontro marcado às 7h para subir ao vulcão La Soufrière, o ponto mais alto de Guadalupe. Apesar de ter feito a subida sem nós (fomos chapinhar na piscina quando o sol voltou), vou escrever um artigo dedicado! Ele escolheu a versão com guia, que permite subir até ao cume e ver as fumarolas.

O trilho começa nos Bains Jaunes e a subida dura cerca de 1h30 a 2h, consoante o vosso ritmo. Quanto mais se sobe, mais espetacular fica o cenário: vegetação cada vez mais rara, rochas vulcânicas, fumarolas… e aquele cheiro a enxofre muito particular. Lá em cima, o ambiente é quase irreal, entre a bruma e uma paisagem lunar. Infelizmente, com o tempo chuvoso, a visibilidade era praticamente nula no topo, mas ele adorou a experiência!

💡 Atenção: levem bom calçado, pode estar escorregadio.

De regresso, mudamos de ambiente com a visita ao domaine de Vanibel (site oficial aqui). Situada nas alturas, esta propriedade permite descobrir a cultura do café, do cacau e da baunilha. Foi mesmo muito interessante para os apreciadores de café que somos! A visita foi feita com uma guia muito apaixonada, recomendamos mesmo!

👉 Quanto a preços, a entrada custa 12 € por adulto e 7 € por criança (dos 4 aos 12 anos).

➺ Noite no An Eol Caraibes, em Trois-Rivières.

Dia 6: cascatas do Carbet e rumo a Grande-Terre

Esta manhã, seguimos para as cascatas do Carbet (Chutes du Carbet), no coração da floresta tropical. É um dos imperdíveis de Basse-Terre, com várias cascatas acessíveis e impressionantes… Bem, pelo menos foi o que li em todo o lado… Nós só vimos o parque de estacionamento, porque foi exatamente nesse momento que voltou a chover torrencialmente… A visibilidade era péssima, não tínhamos roupa para trocar… por isso desistimos… Temos de voltar!

Depois voltamos à estrada em direção a Sainte-Anne, com algumas paragens previstas pelo caminho.

Primeira paragem na destilaria Bologne, para descobrir as diferentes etapas de produção do rum. Tinha identificado várias destilarias na ilha, mas esta encaixava perfeitamente no nosso roteiro sem grandes desvios. Também nos tinham recomendado a Bologne pelo seu lado mais autêntico, ainda “à moda antiga”. A visita é gratuita e termina, claro, com uma prova.

Para o almoço, seguimos para a Kassaverie Ti-Kabet. Uma verdadeira descoberta! Aprendemos como se preparam os kassavs, os crepes de mandioca típicos de Guadalupe… antes de os provar, evidentemente!

Depois voltamos à estrada e atravessamos a ilha até Sainte-Anne. Mudança total de cenário: aqui, é a vez das praias e da água turquesa.

➺ Noite no Pierre & Vacances, em Sainte-Anne.

Dia 7: o norte selvagem de Grande-Terre

Hoje devíamos visitar Petite-Terre, a etapa que eu mais esperava… Para ver tartarugas, raias, tubarões… Mas, se estiveram atentos, já perceberam que o tempo nos pregou umas partidas… Recebemos um SMS: “Por razões climáticas, a sua excursão a Petite-Terre foi cancelada”… Depois das tartarugas falhadas em Malendure e das cascatas do Carbet… Não há duas sem três! Temos mesmo de voltar a Guadalupe!

Para este novo dia, vamos explorar o norte selvagem de Grande-Terre! Menos turístico, mais bruto… e francamente magnífico.

Começamos pela Porte d’Enfer, uma formação natural impressionante onde o mar se precipita entre as falésias. Depois seguimos para a Pointe de la Grande Vigie, o ponto mais a norte da ilha. A vista é incrível, com falésias abruptas e o oceano a perder de vista.

Continuamos com o Trou à Man Louis, mais discreto. Mas os nossos estômagos já reclamam, por isso seguimos para a Anse Laborde, onde tínhamos identificado alguns restaurantes! Paixão total por esta praia! Água turquesa, areia tão branca que parece cor-de-rosa… Incrível!

Mudamos de praia para o lanche: seguimos para a praia do Souffleur!

No caminho de regresso, paramos na antiga casa dos escravos (que ameaça ruir e, por isso, está inacessível) e depois no cemitério de Morne-à-l’Eau. Mais uma vez, é incrível! Por razões pessoais, nunca visitamos cemitérios, mas este é tão atípico que cedemos. Aqueles padrões em xadrez por todo o lado são surpreendentes e mesmo loucos!

➺ Noite no Pierre & Vacances, em Sainte-Anne.

Dia 8: Pointe des Châteaux e praias de Saint-François

Impossível visitar Guadalupe sem passar pela Pointe des Châteaux! É um dos locais mais emblemáticos da ilha. Estacionamos entre os primeiros e caminhamos alguns minutos até ao primeiro miradouro. Mas é sobretudo lá em cima que a paisagem é espetacular, entre rochas, vento e oceano revolto. A subida é um pouco íngreme e o calor aperta depressa, por isso aconselho a ir cedo de manhã! Aliás, queríamos ir ao nascer do sol, mas já não tínhamos forças depois do dia anterior ah ah!

Passamos pela praia de la Douche, que achei mesmo sem interesse… Esperava algo muito mais espetacular… Depois o mercado de Saint-François (mesmo muito pequeno!) e a praia des Raisins Clairs. Mas acabamos por nos instalar na praia de Sainte-Anne, que achamos mais prática com uma criança. O nosso artigo sobre a Pointe des Châteaux está aqui!

E para a pausa gulosa, não resistimos a um gelado na Fabienne Youyoutte. Uma delícia, recomendamos!

➺ Noite no Pierre & Vacances, em Sainte-Anne.

Dia 9: excursão ao Grand Cul-de-Sac Marin

Não estava previsto no programa, mas com o cancelamento da excursão a Petite-Terre, pensámos que podíamos fazer outra… e já não havia muitas opções… sabendo que está tudo reservado com semanas de antecedência. Restava um dia em Marie-Galante (mas parecia-me mesmo muito pouco) ou meio dia para descobrir o mangal e o Grand Cul-de-Sac Marin. A escolha foi rápida!

Partimos então numa excursão de barco pelo Grand Cul-de-Sac Marin, um dos ecossistemas mais ricos da ilha. E foi mesmo muito giro!

Reservámos com o Marcus através da Icigo, com partida de Morne-à-l’Eau. O pormenor que faz a diferença: a passagem pelo canal des Rotours para chegar ao mangal, que nos põe logo no ambiente! Contem com 45 € por adulto e 20 € por criança.

No programa:

  • navegação pelo mangal
  • paragem em ilhéus
  • snorkeling em água cristalina e a praia mais bonita das férias!

Adorámos este meio dia, muito diferente do resto da estadia. Em todo o caso, não se esqueçam de reservar com antecedência! E outro conselho: marquem as excursões para o início da estadia; assim, se forem canceladas, terão mais margem para encontrar alternativas…

Almoçamos no Morne e depois vamos descobrir o mercado de Sainte-Anne e dar a volta às praias! (Vou escrever um artigo sobre as praias de Guadalupe!)

➺ Noite no Pierre & Vacances, em Sainte-Anne.

Dia 10: mercado de Sainte-Anne, praia de la Datcha e regresso

Último despertar em Guadalupe… e, claro, um aperto no coração. É o dia da partida, por isso nada de pressas: manhã a preguiçar à beira da piscina do hotel e depois check-out.

Aproveitamos para dar uma última volta pelo mercado de Sainte-Anne. É a oportunidade de levar algumas especiarias, rum ou baunilha na mala!

Depois, a caminho do aeroporto, paramos na praia de la Datcha, em Le Gosier, com o ilhéu do Gosier mesmo em frente. É a última praia da viagem, e o Lucas ainda deu um último mergulho, hihi! Prático: fica a apenas uns quinze minutos do aeroporto.

Depois, rumo ao aeroporto, com a promessa de voltar para Petite-Terre e para as cascatas do Carbet!

Adaptar o roteiro: 7 dias ou 2 semanas em Guadalupe

Não têm 10 dias disponíveis ou, pelo contrário, têm a sorte de poder ficar mais tempo? Eis como adaptaríamos o nosso roteiro em Guadalupe.

Visitar Guadalupe em 7 dias

Numa semana, manteríamos o mesmo princípio (primeiro Basse-Terre, depois Grande-Terre), concentrando as etapas:

  • Dias 1 e 2: costa oeste de Basse-Terre, a partir de Deshaies, com Grande Anse, Malendure e a estrada da Traversée
  • Dias 3 e 4: sul de Basse-Terre, a partir de Trois-Rivières, com o dia em Les Saintes, o vulcão La Soufrière e o domaine de Vanibel
  • Dias 5 a 7: Grande-Terre, a partir de Sainte-Anne, com a Pointe des Châteaux, o norte selvagem e o Grand Cul-de-Sac Marin

O ritmo será mais intenso e terão de abdicar de Pointe-à-Pitre e de algumas praias… mas vão ver o essencial!

Visitar Guadalupe em 2 semanas

Com duas semanas, podem ir com calma e acrescentar tudo o que nós não conseguimos fazer:

  • 2 ou 3 dias em Marie-Galante, pelas praias e destilarias
  • uma noite em Les Saintes, para aproveitar Terre-de-Haut depois da partida dos excursionistas
  • a excursão a Petite-Terre (com os dedos cruzados para o tempo!)
  • as cascatas do Carbet… desta vez com sol
  • La Désirade, mais selvagem e discreta
  • e, entre janeiro e abril, uma saída de barco para observar baleias

É claramente o que vamos fazer da próxima vez!

O cantinho prático para organizar o vosso roteiro em Guadalupe

Organizar uma viagem a Guadalupe é relativamente simples, mas alguns conselhos podem mesmo fazer a diferença para aproveitar ao máximo a estadia. Eis tudo o que precisam de saber antes de partir!

Onde dormir em Guadalupe?

Para otimizar o vosso roteiro em Guadalupe, aconselhamos a mudar de alojamento durante a estadia em vez de ficar sempre no mesmo sítio. A ilha é maior do que parece e os tempos de viagem podem aumentar rapidamente, sobretudo em Basse-Terre.

Eis as zonas que testámos e aprovámos:

  • Deshaies: perfeito para explorar a costa oeste, as suas praias selvagens e a natureza envolvente. Dormimos no Jardin des Colibris, provavelmente vou escrever um artigo dedicado!
  • Trois-Rivières: ideal para chegar facilmente a Les Saintes, ao vulcão La Soufrière ou às cascatas do Carbet. Aqui ficámos num bungalow super giro!
  • Sainte-Anne: excelente base para aproveitar as praias e a lagoa. Ficámos no Pierre & Vacances porque tive um preço especial através da empresa… Não somos grandes fãs deste tipo de alojamento… Além disso, o nosso quarto não era muito recente e tudo é muito caro… Experiência mista, mas tínhamos piscina… E é prático para as crianças!

👉 Se fosse para repetir, manteríamos exatamente esta organização, mas provavelmente escolheríamos um alojamento no centro de Sainte-Anne.

Onde comer em Guadalupe?

Guadalupe é um destino tão guloso quanto exótico! Aconselhamos a alternar entre restaurantes e pequenos snacks locais. Assim, vão provar imensas especialidades! Pensávamos comer muito peixe, mas afinal comemos sobretudo frango!

Os nossos endereços preferidos:

  • Les Balançoires, durante o nosso dia em Les Saintes
  • D’lo An Bouch, no Morne
  • Le Lucullus, em Sainte-Anne
  • Paradise Kafé, em Deshaies

O que comer em Guadalupe?

Claro que vou escrever um artigo dedicado às especialidades de Guadalupe, mas, entretanto, eis as que não podem perder:

  • os accras de bacalhau
  • o bokit, perfeito para comer em andamento
  • o colombo (de frango ou peixe)
  • os kassavs (crepes de mandioca)
  • o sorvete de coco, muitas vezes vendido nas praias
  • os tourments d’amour (pequenas tartes de coco).

Os melhores sítios nem sempre são os mais turísticos: não hesitem em experimentar as pequenas bancas locais. E, por vezes, comemos melhor em snacks simples do que em alguns restaurantes.

Como se deslocar em Guadalupe?

O carro é indispensável para visitar Guadalupe. Os transportes públicos são muito limitados e pouco adaptados a um roteiro turístico. Com carro, podem chegar às praias mais tranquilas, explorar a natureza, ver o pôr do sol…

Alugámos com a BSP Auto, como de costume! Já há vários anos que recorremos a eles e nunca ficámos desiludidos! Sem custos escondidos, comunicação fácil e, claro, são sempre eles que têm os melhores preços, eh eh. Perfeito!

Qual é a melhor altura para ir a Guadalupe?

Guadalupe tem um clima tropical agradável durante todo o ano, mas a melhor altura para viajar é geralmente entre dezembro e maio, durante a estação seca.

Normalmente, vão aproveitar temperaturas agradáveis, mais sol e menos chuva, o que é ideal para as praias, as caminhadas e as excursões de barco.

A estação húmida, de junho a novembro, continua a ser uma boa opção, com temperaturas mais altas e aguaceiros mais frequentes, geralmente curtos.

Mas tudo isto é a teoria: nós apanhámos vários aguaceiros, é certo que curtos, mas em vários dias diferentes. Uma das nossas anfitriãs disse-nos que, nos últimos 3 ou 4 anos, já não nota grande diferença entre as estações.

Observar baleias em Guadalupe 🐋

Entre janeiro e abril, é possível observar baleias-de-bossa e golfinhos, sobretudo ao largo de Basse-Terre. Há várias excursões de barco, nomeadamente na zona do santuário AGOA.

Nós não o fizemos, porque tínhamos reservado a excursão a Petite-Terre (que já representa um belo orçamento), mas deve ser uma experiência incrível se viajarem para Guadalupe nesta altura.

Qual o orçamento para 10 dias em Guadalupe?

Não vamos mentir: Guadalupe não é um destino barato… Eis o que gastámos em 10 dias a três (2 adultos e 1 criança), em março de 2026, sem contar com os voos.

🧾 Dépense💶 Notre budget (2 adultes + 1 enfant)
Hébergements (9 nuits)1 096 € (Deshaies 414 €, Trois-Rivières 165 €, Sainte-Anne 517 €)
Location de voiture (10 jours)Environ 400 €
Essence55 €
Repas (restaurants et snacks)Environ 600 €
Ferry pour les Saintes (A/R)62 €
Voiturette de golf aux Saintes (1 journée)70 €
Jardin botanique de Deshaies50 €
Domaine de Vanibel31 €
Excursion dans le Grand Cul-de-Sac Marin110 €
Ascension de la Soufrière avec guide (1 adulte)55 €
Total hors volsEnviron 2 530 €

Para as refeições, contem com uma boa margem: raramente pagámos menos de 15 € por pessoa e por refeição, mesmo em sítios simples. No total, gastámos cerca de 600 € em restaurantes e snacks durante a estadia. No Jardin des Colibris, o pequeno-almoço era pago à parte: 15 € por adulto e 7,50 € por criança.

👉 A nossa dica: alternar entre restaurantes e snacks locais (bokits, accras…). É mais económico e muitas vezes igualmente bom!

✤✤✤

Este road trip de 10 dias em Guadalupe foi claramente uma viagem magnífica! Algumas desilusões, como o cancelamento da nossa excursão a Petite-Terre ou a chuva nas cascatas do Carbet… Mas isso deu-nos sobretudo boas razões para voltar, ah ah!

O que mais adorámos foi a diversidade das paisagens: passar da selva de Basse-Terre para as praias paradisíacas de Grande-Terre em apenas algumas horas é bastante único.

O roteiro que partilhamos aqui permite, na nossa opinião, ver o essencial sem pressas, aproveitando verdadeiramente o ambiente da ilha.

👉 Se fosse para repetir, faríamos exatamente o mesmo percurso… acrescentando talvez alguns dias para explorar ainda mais as ilhas vizinhas, como Marie-Galante.

Se estão a preparar a vossa viagem, esperamos que este roteiro em Guadalupe vos ajude a organizar uma estadia inesquecível 🌴

FAQ – Roteiro de 10 dias em Guadalupe

Consultem a FAQ clicando aqui.
  1. Qual é a parte mais bonita de Guadalupe?

    É difícil escolher, porque Guadalupe oferece paisagens muito variadas.
    Basse-Terre é ideal para quem gosta de natureza: cascatas, selva, caminhadas e o vulcão La Soufrière.
    Grande-Terre é perfeita para praias, lagoas e águas turquesa.
    O ideal é combinar as duas, como no roteiro que fizemos!

  2. Qual é a praia mais bonita de Guadalupe?

    A praia de Grande Anse é muitas vezes considerada uma das mais bonitas da ilha, com a sua areia dourada e os seus coqueiros.
    Mas outras praias também valem bem a pena: Anse Laborde, a praia des Raisins Clairs, as praias de Sainte-Anne…
    Cada zona tem as suas pérolas, por isso não hesitem em variar.

  3. Quantos dias são precisos para visitar Guadalupe?

    7 dias: para ver o essencial, mas a um ritmo intenso
    10 dias: o melhor compromisso (foi o que escolhemos)
    2 semanas: ideal para explorar ilhas como Marie-Galante e La Désirade, ou passar mais tempo em Les Saintes.

  4. Qual o orçamento para 10 dias em Guadalupe?

    Em 10 dias a três (2 adultos e 1 criança), gastámos cerca de 2 530 €, sem contar com os voos.
    Este valor inclui os alojamentos (cerca de 1 100 € por 9 noites), o aluguer de carro e o combustível, as refeições e as excursões.
    👉 As refeições são a despesa a não subestimar: contem com pelo menos 15 € por pessoa e por refeição, mesmo em sítios simples.

  5. Qual é a melhor altura para ir a Guadalupe?

    A melhor altura para visitar Guadalupe é de dezembro a maio, durante a estação seca.
    Vão aproveitar um clima soalheiro, temperaturas agradáveis e pouca chuva.
    Entre janeiro e abril, também podem observar baleias ao largo de Basse-Terre.

  6. Guadalupe ou Martinica: que ilha escolher?

    As duas são magníficas, mas bastante diferentes.
    A Martinica pareceu-nos mais desenvolvida e um pouco mais urbana, com um ambiente mais animado em algumas zonas.
    Já Guadalupe deu-nos uma impressão mais selvagem e variada, sobretudo graças ao contraste entre Basse-Terre e Grande-Terre.
    👉 Se estão indecisos entre os dois destinos, o mais difícil será escolher qual descobrir primeiro 😅

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