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Roteiro México: 15 dias de road trip pelo Yucatán

15 dias, 2600 km, 3 estados e dezenas de cenotes: eis o resumo do nosso road trip pelo Yucatán! O México é um país imenso, impossível de visitar numa só viagem, por isso, desta primeira vez, concentrámo-nos na península do Yucatán, que reúne 3 estados: Yucatán, Campeche e Quintana Roo. É uma das regiões mais turísticas, porque é lá que fica uma das maravilhas do mundo, Chichén Itzá, e também as famosas Cancún e Playa del Carmen. Neste artigo, partilho o nosso roteiro de 15 dias de road trip pelo Yucatán dia a dia, com o mapa e os tempos de condução, o nosso orçamento, as nossas dicas, mas também os nossos erros e o que mudaríamos se voltássemos a fazê-lo. As informações práticas foram atualizadas em outubro de 2026. Vamos lá?

✤✤✤

O essencial num relance

📌 Informações práticas🌮 O nosso road trip pelo Yucatán
Duração15 dias, 14 noites, em circuito a partir de Cancún
DistânciaCerca de 2600 km em carro alugado
EstadosQuintana Roo, Campeche e Yucatán
Etapas principaisLas Coloradas, Tulum, Bacalar, Calakmul, Campeche, Mérida, Chichén Itzá, Valladolid, Holbox
ÉpocaJaneiro, em plena estação seca… mas com duas belas chuvadas tropicais!
OrçamentoCerca de 1550 € por pessoa em 2019, voos incluídos (os preços subiram desde então)
FormalidadesSem visto para portugueses e cidadãos da UE, passaporte válido durante toda a estadia
FavoritosBacalar, Calakmul e Rio Lagartos
DesilusãoHolbox… e uma multa da polícia inventada!

O roteiro do nosso road trip pelo Yucatán

Para ser totalmente honesta convosco, eu queria ir ao México um dia, mas não tão cedo… Antes queria ver a costa oeste dos EUA, o Taj Mahal ou Bali^^. Tinha, de facto, uma imagem bastante negativa do país, mesmo sabendo que, em termos de paisagens, gastronomia, fauna e flora, iríamos certamente gostar… Uma boa promoção nos bilhetes de avião convenceu-me, e lá partimos para 2 semanas de road trip pelo Yucatán, no México.

❕ Atenção: alguns roteiros que consultámos (e que nos inspiraram no início) pareceram-nos demasiado ambiciosos quando lá chegámos (cenotes, número de ilhas visitadas, ferries para as Islas, etc.). Há muita estrada para fazer (algumas bastante caóticas, falamos disso mais abaixo), e convém deixar margem para imprevistos. Perdemos uma tarde por causa de uma grande chuvada tropical e cerca de 2 horas à procura de um cenote… que nunca encontrámos! Por isso escrevemos também um artigo sobre o tema: os cenotes do Yucatán.

Aqui ficam os nossos trajetos, etapa a etapa. As distâncias e os tempos de condução são aproximados, sem paragens… e sem contar com os topes, que abrandam bastante!

🚗 Dia📍 Trajeto⏱️ Distância e tempo de condução
Dia 1Aeroporto de Cancún – hotelPoucos km
Dia 2Cancún – Playa del Carmen – Las Coloradas – Rio Lagartos≈ 330 km, 4h30
Dia 3Rio Lagartos – Gran Cenote – Akumal≈ 240 km, 3h15
Dia 4Akumal – Tulum≈ 25 km, 25 min
Dia 5Tulum – reserva de Sian Ka’anExcursão com guia
Dia 6Tulum – Dos Ojos – Punta Laguna – Bacalar≈ 370 km, 5h
Dia 7Bacalar – Conhuas≈ 200 km, 2h30
Dia 8Conhuas – Calakmul – Campeche≈ 360 km, 5h30
Dia 9CampecheSem estrada
Dia 10Campeche – Uxmal – Hacienda Ochil – Cenote Sambula – Mérida≈ 300 km, 4h
Dia 11Mérida – Cuzama – Homún – Valladolid≈ 200 km, 3h
Dia 12Valladolid – Chichén Itzá – Uayma – X-Keken – Valladolid≈ 120 km, 2h
Dia 13Valladolid – Chiquilá + ferry para Holbox≈ 160 km, 2h15 + 30 min de ferry
Dia 14HolboxSem estrada
Dia 15Chiquilá – Cancún≈ 150 km, 2h

Dia 1: chegada a Cancún

Chegámos ao aeroporto de Cancún às 18h30. Entre passar a imigração, recuperar as malas e levantar o carro, já eram quase 20h. Para esta primeira noite, tínhamos reservado um hotel barato a partir de França, porque não íamos ficar por lá. Os arredores de Cancún são desertos, ainda bem que o hotel tinha restaurante e piscina…

➺ Noite na Hacienda de Castilla em Cancún: localização razoável, muito simples, mas a comida era boa e barata.

Dia 2: Cancún – Playa del Carmen – Las Coloradas

Depois do pequeno-almoço, deixámos o hotel para um passeio de street art em Cancún. Depois, não resistimos a passar de carro pela famosa zona hoteleira: uma longa estrada ladeada de hotéis enormes e praias de um lado, e de centros comerciais e lojas do outro… Parámos na praia Delfines (playa Delfines), com o letreiro colorido de Cancún, que até é giro.

Passámos apenas uma pequena manhã em Playa del Carmen. Ainda um pouco cansados da viagem, descansámos na praia antes de almoçar num restaurante moderno e delicioso, El Zorro Plateado.

Como esta viagem foi organizada um pouco à pressa, algumas excursões que queríamos fazer já não estavam disponíveis nas nossas datas. Resultado: tivemos de refazer o roteiro e, para não perdermos um dia perto de Tulum, decidimos começar por uma ida e volta a Rio Lagartos e Las Coloradas. Depois do almoço, seguimos para norte da península, na esperança de chegar a tempo do pôr do sol. Fomos a toda a velocidade, esquecendo-nos de que no estado do Yucatán é menos uma hora! Pois é, o México tem vários fusos horários… Ups! Chegámos com tempo de sobra para o pôr do sol e até para uma mini visita guiada. Alguns flamingos até apareceram, com um pôr do sol magnífico… na lagoa de Rio Lagartos… A viagem começava a sério!

➺ Noite no hotel Rio Lagartos, na vila com o mesmo nome: ótimo hotel e excelente restaurante!

Dia 3: Rio Lagartos – Gran Cenote – Akumal

Reservámos na véspera à noite e tínhamos encontro às 7h para 3 horas de passeio de barco na reserva de Rio Lagartos. O programa? Dezenas de aves, iguanas, crocodilos, mangais e flamingos. Uma primeira excursão em plena natureza, exatamente o que esperávamos desta viagem: uma experiência inesquecível. Contamos tudo num artigo dedicado a Rio Lagartos e Las Coloradas.

Seguimos depois para Akumal, com paragem no Gran Cenote. O primeiro cenote da viagem! Sabiam que só existem cenotes no Yucatán? Teríamos ficado mais tempo a chapinhar, mas fechava às 16h45… Seguimos para a praia de Akumal para ver as tartarugas… ou não… É obrigatório pagar para aceder à praia pública… irónico, não é? Recusámos, pensando tentar de novo no dia seguinte.

➺ Noite em Akumal no Condo Hotel: difícil de encontrar na vila de Akumal, porque era novinho e não tinha sinalização! Edit: pelos vistos, este hotel já não existe!

Dia 4: Akumal – Tulum

Levantámo-nos muito cedo para tentar aceder à praia de Akumal sem pagar… Eram 7h30, mas os “seguranças” dos hotéis já lá estavam… Na véspera tínhamos visto um acesso pago, fomos lá, não havia ninguém, mas a praia naquele sítio era impraticável, cheia de rochas grandes… Aproximámo-nos dos restaurantes e disseram-nos que podíamos entrar às 9h por 50 pesos por pessoa, ou sugeriram-nos tomar o pequeno-almoço no restaurante do hotel, o que nos daria acesso à praia… Ou seja, hoje é impossível aceder à praia de Akumal sem pagar. Expatriados que vivem na zona confirmaram-nos isto uns dias depois. Falaram-nos da praia perto do cenote Manati, onde seria possível ver tartarugas, mas não experimentámos.

Tínhamos depois uma excursão marcada, mas o nosso guia preferiu adiar, porque estavam previstas trovoadas para a tarde… Adiámos então para dois dias depois, o que nos obrigou a ficar mais um dia na zona…

Aproveitámos para visitar as ruínas de Tulum, um dos mais belos sítios arqueológicos maias pela sua localização junto ao mar, um local histórico imperdível. Ficámos lá das 10h30 às 13h, mais ou menos, e no momento de sair caiu-nos em cima uma chuva tropical… Comemos lá, à espera que acalmasse, mas nada… Passámos a tarde no hotel, com algumas tentativas de passeio pela cidade… Bom saber: desde a nossa visita, as ruínas passaram a fazer parte do Parque del Jaguar. Em 2026, contem com cerca de 265 pesos por visitante estrangeiro para a entrada no parque, a taxa do parque nacional e a zona arqueológica.

Vejam o nosso artigo sobre o que fazer em Tulum e arredores para todos os detalhes sobre a cidade!

➺ Noite no boutique hotel Jabin em Tulum, com um pequeno-almoço leve, mas provavelmente um dos quartos mais bonitos da viagem.

Dia 5: Cenote Zacil Ha – Sian Ka’an

Levantámo-nos cedo para tentar ver um ou dois cenotes antes da excursão prevista para esse dia… Passámos pelo cenote Carwash, que cobra 50 pesos mesmo que entrem só 5 minutos para espreitar… Seguimos caminho… Chegámos ao cenote Zacil Ha e não havia ninguém à entrada… Entrei e descobri um sítio vazio, ideal para umas fotos às escondidas…

Tínhamos depois encontro com a Martine para visitar a reserva de Sian Ka’an, um dia muito bonito que podem descobrir no artigo dedicado. Esta excursão levou-nos à selva, às ruínas de Muyil e também à parte aquática e às magníficas praias da reserva. Um dia de observação da fauna e da flora, partilhado com um grupo de veraneantes muito simpático e pontuado por muitos momentos gulosos! (Para quem me perguntou, podem contactar a Martine por email: martinedufour.excursions@hotmail.com).

➺ Noite em Tulum no mesmo hotel da véspera.

Dia 6: Cenote Dos Ojos – Punta Laguna

Chateei o Alcino para irmos ver o cenote Dos Ojos, porque li que é um dos mais bonitos… Devia ter desistido: é também um dos mais caros, e a estrada até lá é mesmo caótica… Depois da entrada, ainda são 3 km de estrada de pedras… Tudo isto para lá passarmos só 30 minutos, porque tínhamos outra excursão marcada… Enfim… Às vezes mais vale desistir logo! Aliás, só vos aconselho este cenote se fizerem mergulho.

Felizmente, o resto do dia foi fantástico! Partimos com a Anna, uma colega da Martine, para a reserva de Punta Laguna e a sua lagoa! O programa? Um momento sublime com uma família maia, o nosso primeiro encontro com macacos-aranha (e um macaco-uivador), slide e a descida para um cenote muito especial… Conto-vos este dia em detalhe no artigo dedicado a Punta Laguna!

Fizemo-nos logo à estrada, por volta das 17h, rumo a Bacalar e a outra lagoa famosa!

➺ Noite em Bacalar: Casa Ichakabal Bacalar. O hotel é simpático, sobretudo porque tem um pequeno pontão e bicicletas e caiaques gratuitos, mas os quartos em si eram razoáveis.

Dia 7: Bacalar

Ao início, eu não tinha especial vontade de ir a Bacalar. Sim, as fotos pareciam bonitas, a água de um azul lindo, etc… mas não sei, para mim era só uma lagoa… Como era uma paragem intermédia entre Tulum e Calakmul, parámos… e ainda bem! Foi A boa surpresa do nosso road trip! A cidade tem uma espécie de aura mágica, sentimo-nos bem, zen, descontraídos… Adorámos! E a cor da água… ainda mais bonita do que nas fotos! É um dos sítios onde teríamos ficado de bom grado mais uma noite… O nosso artigo está aqui: a magia de Bacalar e a sua lagoa das 7 cores.

Por volta das 17h, fizemo-nos à estrada até à aldeia de Conhuas, para ficarmos o mais perto possível da reserva de Calakmul na manhã seguinte.

➺ Noite em Conhuas numa das cabanas Calakmul: experiência insólita garantida! Uma cabana de madeira, um pouco simples, mas muito limpa, com tudo o essencial: uma boa cama, mosquiteiro, água quente e, como bónus, um bom restaurante no local.

Dia 8: Calakmul

Levantámo-nos de madrugada na esperança de ver o famoso jaguar na estrada da reserva… Em vez disso, vimos pavões, uma corça, uma espécie de javali… Este sítio é simplesmente grandioso! Aqui vimos os templos maias mais impressionantes pelo tamanho, no meio de uma selva densa e, ainda por cima, com poucos turistas… A cereja no topo do bolo? Os muitos macacos-uivadores que vimos… e sobretudo ouvimos! Saímos do parque por volta das 13h, com calma no regresso para, quem sabe, ver outros animais. O nosso relato da visita a Calakmul está aqui.

Já na cidade, almoçámos com calma à espera das 16h30. Seguimos para uma gruta (a Zotz Cave), onde todos os dias, por volta das 17h15/17h20, acontece um espetáculo incrível… Milhões de morcegos saem todos ao mesmo tempo num turbilhão… Nunca tinha visto nada assim! Parece que este fenómeno só existe aqui, no Yucatán, e na Malásia!

Seguimos depois para a cidade de Campeche, para não perdermos tempo. Este troço de estrada é bastante longo, ainda por cima com muitas obras. Mas não nos arrependemos nada!

➺ Noite em Campeche no hotel Francis Drake: hotel antiquado, baratas, ar condicionado e néons muito barulhentos, funcionários antipáticos… Não o recomendamos.

Dia 9: Campeche

Depois do ritmo intenso das últimas 24 horas, tirámos tempo para passear pelo centro, aproveitar as casas coloridas, as igrejas, o malecón, o mercado… Vamos contar-vos este dia em Campeche num artigo dedicado, mas, para terem uma ideia, a cidade lembrou-nos muito Trinidad, em Cuba!

➺ Noite em Campeche no mesmo hotel da véspera, onde infelizmente já tínhamos pago as duas noites…

Dia 10: Uxmal – Hacienda Ochil – Cenote Sambula – Mérida

Voltámos à estrada bastante cedo rumo a Mérida, com várias paragens pelo caminho. Mas antes disso… fomos mandados parar pela polícia, que inventou um excesso de velocidade… Ficámos totalmente impotentes, obrigados a pagar 2500 pesos a um polícia corrupto que meteu o dinheiro ao bolso… Um mau momento que nos estragou o dia, e até parte das férias… Não sei se vou escrever um artigo sobre isto, mas, entretanto, se quiserem saber mais, não hesitem em deixar as vossas perguntas nos comentários…

Enfim, voltámos à estrada, rumo ao sítio arqueológico de Uxmal, que achámos mesmo magnífico. É possível subir a uma das pirâmides e ter um panorama fantástico. Acabámos a visita mesmo a tempo de almoçar na Hacienda Ochil, que fica perto. Depois, parámos no cenote Sambula: quase ninguém, ótimo! O mergulho soube muito bem depois de todas as escaladas da manhã!

Chegámos a Mérida ao pôr do sol, o que nos deu tempo para passear um pouco pela cidade à espera do eclipse lunar!

➺ Noite em Mérida no hotel Santiago: simpático, com tarifas negociadas no parque de estacionamento em frente, mas com um pequeno-almoço muito leve!

Dia 11: Mérida – Cenotes de Cuzama

Continuámos a visita a Mérida até ao meio-dia e partimos à procura do cenote Noh-Mozon… que nunca encontrámos! Perdemos tempo às voltas por caminhos de terra em mau estado… e acabámos por ir aos cenotes de Cuzama. São 3 cenotes acessíveis numa carroça puxada por um cavalo, na aldeia de Cuzama. É diferente, os cenotes são muito especiais, mas a parte da carroça puxada pelo cavalo incomodou-nos um pouco…

Seguimos para Valladolid, onde já tínhamos reservado a noite, quando vimos uma igreja muito gira à beira da estrada… Parámos, e um pai que jogava à bola com o filho veio falar connosco. É guia local e tenta promover a sua pequena aldeia, pouco conhecida, os seus cenotes muito bonitos e esta igreja histórica, que tem o terceiro maior adro do mundo, depois do Vaticano e de Izamal! Passámos um momento muito agradável com ele e ficámos mesmo contentes por falar espanhol naquele momento! Se quiserem descobrir cenotes menos turísticos, e esta igreja, parem em Homún!

❕ Se voltássemos a fazer a viagem, teríamos reservado o alojamento diretamente na vila de Chichén Itzá, Pisté. Na manhã seguinte tivemos de voltar para trás. E os preços entre Pisté e Valladolid são praticamente os mesmos!

➺ Noite em Valladolid no hotel Maria de la Luz, que recomendamos! O quarto é simples, mas espaçoso, pequeno-almoço buffet XXL, estacionamento privado gratuito, tudo em pleno centro!

Dia 12: Chichén Itzá – Uayma – Cenotes X-Keken & Samula

Levantámo-nos cedo para chegar à abertura de Chichén Itzá e… o parque de estacionamento já estava cheio de carros!! Encontrámos rapidamente um casal francês com quem partilhar o guia, e lá fomos ver mais uma maravilha do mundo! O sítio arqueológico maia é mesmo muito bonito e a visita guiada bastante interessante. Chegando cedo, conseguem tirar fotos sem ninguém, o que já não acontece por volta do meio-dia. Em contrapartida, ainda bem que visitámos este sítio por último, porque não tem nada a ver com os outros… É muitíssimo turístico, com bancas de recordações por todo o lado! Em 2026, a entrada em Chichén Itzá custa 697 pesos para visitantes estrangeiros, agora com um bilhete único pago de uma só vez.

A caminho dos cenotes da tarde, fizemos um desvio por uma igreja que eu tinha visto na internet, a de Uayma. É tão diferente que eu queria muito vê-la ao vivo! É uma igreja histórica colorida, mesmo bonita! Depois aproveitámos um momento de descanso em X-Keken e Samula, antes de voltarmos a Valladolid.

➺ Noite em Valladolid no mesmo hotel da véspera.

Dia 13: Valladolid – Cenote Zaci – Cenote Suytun

Aproveitámos a manhã para visitar um pouco Valladolid, mas sobretudo para ir ver o cenote Zaci. Um dos mais incríveis que fizemos, porque fica no coração da cidade! Pelo caminho, parámos em Suytun, mas o número de autocarros no estacionamento tirou-nos a vontade de ir a banhos. Tirámos algumas fotos e seguimos para Chiquilá, onde embarcámos por volta das 16h para Holbox, uma ilha supostamente paradisíaca. Instalámo-nos no hotel e fomos para a praia aproveitar os últimos raios de sol, antes de descobrir o ambiente da vila.

➺ Noite em Holbox no hotel Paseo Kuka: um pouco afastado, mas mesmo simpático, com um quarto bonito!

Dia 14: Holbox

Descanso, passeios, aluguer de carrinho de golfe, etc. Este é o programa na ilha de Holbox (Isla Holbox)! Ficámos ainda assim desiludidos: sim, a ilha tem um ambiente descontraído, um pouco boémio, mas tudo é caro e, sobretudo, as praias estão muito sujas!!! Os hotéis limpam em frente à “sua porta” e atiram as algas e as folhas para a faixa de areia que sobra entre eles e o mar. Resultado: as esplanadas dos hotéis estão limpas, mas o resto não. Para encontrar a praia bonita da ilha, é preciso ir até à ponta, em Punta Coco, onde há menos algas, mas que fica a 2,5 km do centro! Venderam-nos a ilha como paradisíaca, e não foi isso que encontrámos…

➺ Noite em Holbox no mesmo hotel da véspera.

Dia 15: Holbox – Cancún

É o dia da partida! O tempo estava péssimo, por isso, depois de um último mini passeio na praia de Holbox, apanhámos o ferry de volta para Chiquilá. Recuperámos o carro e seguimos para Cancún. Demos uma volta pelo mercado para fazer umas compras e almoçar com calma. O tempo piorou e apanhámos mais uma chuvada tropical! Última passagem pela praia de Cancún, encharcados até aos ossos, mas pelo menos aproveitámos até ao último momento!

Devolvemos o carro antes do nosso voo das 20h, com mais 2600 km no conta-quilómetros! Que road trip pelo coração da península!

Roteiro Yucatán em 10 dias ou numa semana: as nossas versões curtas

Não têm 15 dias? Não entrem em pânico… Com o distanciamento, eis como organizaríamos a viagem com menos tempo, mantendo os nossos favoritos e deixando de lado o que nos desiludiu. Atenção, vão ter de fazer escolhas!

Roteiro no Yucatán em 10 dias

  • Dia 1: chegada a Cancún
  • Dia 2: estrada para Valladolid, cenote Zaci e cenote Suytun
  • Dia 3: Chichén Itzá à abertura, igreja de Uayma, cenotes X-Keken e Samula, noite em Valladolid ou em Pisté
  • Dia 4: cenotes de Cuzama ou de Homún, depois Mérida
  • Dia 5: Uxmal e Hacienda Ochil, depois Campeche
  • Dia 6: Campeche de manhã, depois estrada para Conhuas a tempo da saída dos morcegos
  • Dia 7: Calakmul ao nascer do dia, depois Bacalar
  • Dia 8: Bacalar e a sua lagoa das 7 cores
  • Dia 9: Tulum, as ruínas e os cenotes
  • Dia 10: Akumal e Playa del Carmen no regresso a Cancún

Deixamos de lado Holbox, a nossa desilusão, e Rio Lagartos e Las Coloradas, mesmo tendo adorado: é uma ida e volta um pouco longa quando se tem pouco tempo.

Roteiro no Yucatán numa semana

  • Dia 1: chegada a Cancún
  • Dia 2: estrada para Valladolid e os seus cenotes
  • Dia 3: Chichén Itzá logo de manhã, depois Rio Lagartos e Las Coloradas para o pôr do sol
  • Dia 4: passeio de barco na reserva de Rio Lagartos, depois estrada para Tulum
  • Dia 5: ruínas de Tulum e cenotes
  • Dia 6: Bacalar, ou a excursão a Sian Ka’an se preferirem evitar a estrada
  • Dia 7: regresso a Cancún (contem com cerca de 4h de estrada a partir de Bacalar)

Numa semana, deixamos de lado Calakmul, Campeche e Mérida, demasiado longe para uma estadia tão curta. É pena, mas é uma boa desculpa para voltar!

Roteiro México, Yucatán: informações práticas

Antes de partir & visto

➺ Os cidadãos portugueses e da União Europeia não precisam de visto para uma estadia turística no México (até 180 dias). É preciso um passaporte válido durante toda a estadia e um bilhete de regresso. À chegada, podem perguntar-vos onde vão ficar e como financiam a viagem: tenham as reservas à mão. Não há vacinas obrigatórias. Confirmem as últimas informações oficiais sobre o México antes de partir.

➺ Para levar na mala: repelente de mosquitos, ou até um mosquiteiro, conforme a época. Para nós, em janeiro, não foi preciso mosquiteiro, mas usámos um repelente elétrico (a pilhas).

Quando ir ao Yucatán?

➺ A melhor época para um road trip pelo Yucatán é a estação seca, de novembro a abril. De dezembro a março, faz calor sem ser sufocante, ideal para juntar sítios maias e cenotes. Nós fomos em janeiro e, tirando duas grandes chuvadas tropicais, apanhámos bom tempo.

➺ Em abril e maio, faz muito calor, sobretudo no interior (Mérida, Campeche, Calakmul). A época das chuvas vai depois de junho a outubro, com aguaceiros muitas vezes curtos mas intensos, e risco de furacões de junho ao fim de novembro.

➺ Atenção também ao sargaço, as algas castanhas que dão à costa nas Caraíbas mexicanas (Tulum, Akumal, Playa del Carmen…), mais ou menos de abril a outubro. 2025 e 2026 bateram recordes! Holbox e Isla Mujeres costumam ser menos afetadas. Se viajarem nesta época, consultem os mapas de acompanhamento do sargaço antes de reservar hotéis à beira-mar.

Pesos mexicanos

Trocámos parte dos nossos pesos mexicanos em França antes de partir (não gostamos de chegar sem moeda local), mas afinal a taxa de câmbio era muito mais vantajosa lá. Hoje, o mais simples é viajar com um cartão bancário sem comissões no estrangeiro e levantar dinheiro nas caixas dos bancos, recusando a conversão para euros proposta pela máquina. Tenham sempre dinheiro vivo para os cenotes, as portagens, os pequenos restaurantes e as gorjetas.

Como se deslocar no Yucatán

Escolhemos alugar carro, para ter mais liberdade de horários, mas também para chegar a sítios menos turísticos.

Dito isto, também é uma região muito fácil de explorar de autocarro. A rede é muito desenvolvida, vimos muitos terminais de autocarros ADO (o site deles: autocarros ADO). Nas cidades, há muitos “colectivos” que vos levam aos cenotes ou aos sítios turísticos.

➺ Novidade desde a nossa viagem: o Tren Maya! Inaugurado no fim de 2023, este comboio liga Cancún, Playa del Carmen, Tulum, Bacalar, Campeche, Mérida e Valladolid, com uma paragem para Chichén Itzá. Em 2026, contem, por exemplo, com 547 pesos para um Cancún – Mérida em tarifa turista, para pouco mais de 3h30 de viagem. É prático para ligar as grandes cidades, mas para os cenotes, Calakmul ou Las Coloradas, o carro continua a ser muito mais flexível.

Aluguer de carro

Alugámos o carro no site da Auto Europe, com uma boa relação qualidade-preço, e calhou-nos um carro da Europcar. A reserva foi muito clara e fizemos um seguro básico, que nos pareceu suficiente (estacionámos quase sempre em parques privados). Levantámos o carro no aeroporto de Cancún e devolvemo-lo lá 14 dias depois. A Auto Europe é uma empresa líder no aluguer de veículos, não só porque tem preços imbatíveis, mas também porque trabalha com todas as rent-a-car, internacionais ou locais. Até é possível alugar autocaravanas!

➺ Bom saber: os seguros estrangeiros não são válidos no México, e o seguro de responsabilidade civil mexicano é obrigatório. Nos comparadores, nem sempre está incluído no preço apresentado: verifiquem bem o que está incluído antes de reservar, para evitar surpresas desagradáveis ao balcão.

Conduzir no México

Conduzir no México é bastante desportivo… Por 2 razões: os topes e… os mexicanos! Nunca usam o pisca, ultrapassam pela direita… enfim, uma condução desportiva… Mas o que fez o Alcino suar foram os topes, ou seja, lombas XXL, que às vezes não estão sinalizadas… As estradas estão por vezes em bom estado e por vezes com buracos enormes que obrigam a andar a 20 km/h…

Também tínhamos lido que era preciso ter muito cuidado com os limites de velocidade, porque a polícia não brinca com isso. Por isso tivemos muito cuidado. Infelizmente, quando a polícia é corrupta e de má-fé, mesmo com cuidado podem ter uma má experiência como a nossa… E apanhar uma multa que têm de pagar sem protestar… Bem que nos apetecia revoltar, mas como não sabíamos como ia acabar, preferimos ficar calados e pagar… Não queríamos acabar na esquadra ou coisa do género…

Também tínhamos lido que a estrada perto do Belize e da Guatemala era a mais controlada. Durante a nossa estadia, só vimos 2 operações stop: uma militar entre Bacalar e Conhuas, que controlava os camiões, e uma da polícia entre Conhuas e Campeche.

E, por fim, tínhamos lido que não era aconselhável conduzir à noite… Se ao início “respeitámos” esta regra, ao fim de uns dias já nos sentíamos confiantes para conduzir mesmo depois do anoitecer… Na verdade, ficámos com a impressão de que, como os turistas são desaconselhados a conduzir à noite, não o fazem, e a polícia deixa de controlar ao fim do dia. Aliás, a nossa “multa” foi por volta das 9h da manhã…

Duas semanas depois do nosso regresso, outros viajantes que seguimos no Instagram foram mandados parar no mesmo sítio, com o mesmo discurso do polícia: “estavam em excesso de velocidade blá-blá-blá, têm de pagar uma multa”. Conseguiram dar a volta mostrando uma fotocópia da carta de condução e dizendo que não tinham dinheiro com eles… Redobrem a atenção à saída de Campeche em direção a Mérida.

➺ Os conselhos do governo francês em caso de controlo: nunca pagar a um polícia em mão (nem numa caixa multibanco), pedir a infração exata e o procedimento de pagamento, e anotar o nome e o número dos agentes. Recomenda também usar as autoestradas com portagem e abastecer de dia, em postos dentro das cidades.

Orçamento

Em 2019, gastámos cerca de 3100 € em 15 dias de road trip pelo Yucatán, ou seja, 1550 € por pessoa, repartidos assim:

Bilhetes de avião: 700 € para 2 pessoas (tarifas promocionais, a partir de Paris)
Alojamento: 722 € por 14 noites, ou seja, uma média de 51 € por noite
Carro alugado durante 14 dias: 150 €
Despesas com o carro: combustível = 180 €, portagens = 12,70 € e condutor adicional 50 €
Comida: 491 €, ou seja, 35 € por dia
Excursões & visitas: 626 €
Outros (recordações, gorjetas…): 81,50 €
Multa: 125 €

E hoje? Os preços subiram bastante desde a nossa viagem, sobretudo as entradas nos sítios: em 2026, Chichén Itzá custa 697 pesos por pessoa para visitantes estrangeiros, e toda a zona de Tulum cerca de 265 pesos. Contem também com uma margem no aluguer de carro, depois de somados os seguros obrigatórios.

Onde dormir?

Só reservámos a primeira noite em Cancún; depois, reservámos sempre na véspera no Booking. Escolhemos este método porque nos dá o máximo de liberdade, embora possa ser um pouco mais caro do que reservar com antecedência. Para este road trip pelo coração da península do Yucatán, não ficou muito mais caro, com quartos entre 25 € e 40 €, mais ou menos. O nosso favorito foi o hotel de Tulum, mesmo não sendo perto da praia!

Onde e o que comer?

Restaurantes, comida de rua, mercados… Para ser sincera, provámos de tudo um pouco por todo o lado! Empanturrámo-nos de guacamole, tacos e fruta exótica, de sumos de fruta de que nunca tínhamos ouvido falar, e comemos tortilhas de milho à farta! Até as cozinhámos, numa verdadeira experiência culinária! Aliás, o México é um bom destino para quem é intolerante ao glúten, já que a maioria dos pratos é feita à base de milho! Preparámos um artigo delicioso sobre a cozinha mexicana e iucateca, mas sem surpresas: comemos muito bem!!

Os nossos conselhos

➺ Como dissemos no início do artigo, alguns roteiros que nos inspiraram pareceram-nos impossíveis de fazer quando lá estávamos. Não têm em conta as distâncias, as estradas das aldeias, a meteorologia… Perdemos várias horas à procura de cenotes e um dia por causa de uma chuva torrencial em Tulum. Primeiro conselho: deixem uma boa margem.

➺ Tenham muito cuidado na condução, porque infelizmente, como nós, podem apanhar polícias corruptos e ter de pagar uma multa sem nada poder fazer.

✤✤✤

Este road trip de 15 dias pelo Yucatán permitiu-nos ver um milhão de coisas diferentes. Nadámos em dezenas de cenotes, vimos imensos animais no seu habitat natural, subimos dezenas de templos maias, comemos 10 quilos de guacamole e tacos… Uma viagem muito rica e variada, que nos maravilhou todos os dias… Não vou mentir: a multa/suborno daquele polícia corrupto estragou-nos parte da estadia, e custou-nos mesmo a digerir… Agora que passaram 2 semanas, estamos mais calmos, guardamos só o positivo desta viagem e a cabeça cheia de boas recordações. Aliás, voltava de bom grado para descobrir todas as ilhas do Yucatán: Isla Mujeres ou Cozumel… Voltava um pouco a Holbox para mudar de opinião sobre a ilha… E porque não ir ver os flamingos do outro lado da península desta vez? Eh eh! Na verdade, o México tem 32 estados, por isso… há muito para fazer!

Roteiro México de 15 dias pelo Yucatán

FAQ – Roteiro México de 15 dias pelo Yucatán

As perguntas frequentes estão aqui!
  1. Quanto tempo é preciso para visitar o Yucatán?

    Estivemos lá 2 semanas e achamos que 15 dias é mesmo o ideal para fazer um belo circuito pelo Yucatán. Em 10 dias é possível, deixando de lado Holbox e Rio Lagartos. Numa semana, concentrem-se no leste da península: Valladolid, Chichén Itzá, Tulum e Bacalar.

  2. Que orçamento prever para um roteiro de 15 dias no México?

    Em 2019, gastámos cerca de 3100 € para dois, ou seja, 1550 € por pessoa, voos incluídos. Os preços subiram desde então, sobretudo as entradas nos sítios maias e o aluguer de carro: prevejam uma margem!

  3. Qual é a melhor época para ir ao Yucatán?

    A estação seca, de novembro a abril, e sobretudo de dezembro a março. De abril a outubro, atenção ao sargaço na costa das Caraíbas, e de junho a novembro à época dos furacões.

  4. É preciso alugar carro para visitar o Yucatán?

    Não é obrigatório, mas é o que dá mais liberdade, sobretudo para os cenotes e os sítios menos turísticos como Calakmul. Caso contrário, os autocarros ADO e o Tren Maya ligam muito bem as grandes cidades.

  5. É perigoso conduzir no Yucatán?

    Não propriamente, mas é preciso estar atento: topes (lombas) nem sempre sinalizados, buracos na estrada, condução local bastante desportiva… Também tivemos uma má experiência com um polícia corrupto à saída de Campeche. Respeitem bem os limites de velocidade e nunca paguem uma multa em mão.

  6. Em que sentido fazer o circuito do Yucatán?

    Os dois sentidos funcionam! Começámos pela costa das Caraíbas, depois Bacalar, Calakmul, Campeche, Mérida e Valladolid: foi a disponibilidade das excursões que decidiu por nós. Deixem só Chichén Itzá mais para o fim, porque, depois dos outros sítios maias, mais calmos, é de longe o mais turístico.

  7. Vale a pena visitar o Yucatán?

    Claro que sim! As visitas, a fauna, a flora, as praias, a gastronomia… É uma região extremamente rica em muitos aspetos! Apesar das peripécias que vivemos, com distanciamento e a cabeça fria, adorei esta viagem…

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